12 outubro 2012

Mais uma vez TOP 100!

O blog, mais uma vez, é TOP 100 na votação dos melhores blogs brasileiros Categoria Saúde.
A todos que votaram, muito obrigada!



07 setembro 2012

Definindo a Cegueira e a Visão Subnormal


A delimitação do grupamento de deficientes visuais, cegos e portadores de visão subnormal, se dá por duas escalas oftalmológicas: acuidade visual, aquilo que se enxerga a determinada distância e campo visual, a amplitude da área alcançada pela visão.

Em 1966 a Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou 66 diferentes definições de cegueira, utilizadas para fins estatísticos em diversos países. Para simplificar o assunto, um grupo de estudos sobre a Prevenção da Cegueira da OMS, em 1972, propôs normas para a definição de cegueira e para uniformizar as anotações dos valores de acuidade visual com finalidades estatísticas.

De um trabalho conjunto entre a American Academy of Ophthalmology e o Conselho Internacional de Oftalmologia, vieram extensas definições, conceitos e comentários a respeito, transcritos no Relatório Oficial do IV Congresso Brasileiro de Prevenção da Cegueira (vol-1, págs. 427/433, Belo Horizonte, 1980). Na oportunidade foi introduzido, ao lado de 'cegueira', o termo 'visão subnormal' ('low vision', em língua inglesa).
Diversamente do que poderíamos supor, o termo cegueira não é absoluto, pois reúne indivíduos com vários graus de visão residual. Ela não significa, necessariamente, total incapacidade para ver, mas, isso sim, prejuízo dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras.

Falamos em 'cegueira parcial' (também dita LEGAL ou PROFISSIONAL). Nessa categoria estão os indivíduos apenas capazes de CONTAR DEDOS a curta distância e os que só PERCEBEM VULTOS. Mais próximos da cegueira total, estão os indivíduos que só têm PERCEPÇÃO e PROJEÇÃO LUMINOSAS. No primeiro caso, há apenas a distinção entre claro e escuro; no segundo (projeção) o indivíduo é capaz de identificar também a direção de onde provém a luz.

A cegueira total ou simplesmente AMAUROSE, pressupõe completa perda de visão. A visão é nula, isto é, nem a percepção luminosa está presente. No jargão oftalmológico, usa-se a expressão 'visão zero'.

Uma pessoa é considerada cega se corresponde a um dos critérios seguintes: a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 20 pés (6 metros) o que uma pessoa de visão normal pode ver a 200 pés (60 metros), ou se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200. Esse campo visual restrito é muitas vezes chamado "visão em túnel" ou "em ponta de alfinete", e a essas definições chamam alguns "cegueira legal" ou "cegueira econômica".

Nesse contexto, caracteriza-se como portador de visão subnormal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo visual entre 20 e 50º.

Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que, mesmo possuindo visão subnormal, necessita de instrução em Braille (sistema de escrita por pontos em relevo) e como portador de visão subnormal aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.

(Antônio João Menescal Conde - Professor do Instituto Benjamin Constant)


16 julho 2012

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O blog Nova Córnea, Vida Nova, mais uma vez concorre, na categoria saúde, ao prêmio de melhor blog. Nosso objetivo é ficar entre os 100 melhores e, para isso, conto com a sua ajuda.
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11 julho 2012

Nova técnica para corrigir ceratocone chega ao país

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acaba de aprovar uma nova lente intraocular que é a primeira a chegar ao país com a proposta de corrigir o ceratocone. A doença atinge cerca de 190 mil brasileiros. Afina e dilata a córnea que passa a ter o formato de um cone. Esta deformação induz à miopia e ao astigmatismo irregular. Resultado: os portadores enxergam imagens fantasmas e halos. 

Por enquanto, um grupo pequeno de especialistas tem certificação para realizar o implante da nova lente no Brasil. Entre eles o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto. O médico diz que o método já é internacionalmente utilizado, principalmente na Europa. "O procedimento é parecido com a cirurgia de catarata, mas não remove o cristalino", afirma. 

Duas semanas antes da cirurgia é feita uma ou duas pequenas aberturas próximas à borda da íris, parte colorida do olho. O especialista diz que essas aberturas permitem a circulação do líquido do olho ao redor da lente que vai ser implantada. "Isso garante o aporte de nutrientes ao sistema ocular e evita a formação de depósitos que levam à opacificação do cristalino", explica. 

Segundo Queiroz Neto, a nova lente é injetada entre a íris e o cristalino através de uma incisão feita na córnea. O procedimento é ambulatorial, feito com anestesia tópica. "A recuperação é rápida. Entre um e dois dias já é possível retomar as atividades", comenta. O médico destaca que a qualidade da visão melhora muito após o implante, mas dependendo da gravidade do ceratocone pode restar algum grau. 

Indicações 

Queiroz Neto ressalta que o implante só e indicado para quem tem entre 21 e 45 anos e ceratocone estabilizado há um ano. Ele lembra que a única técnica capaz de estabilizar a doença é o crosslink. Isso porque, consiste na aplicação de ultravioleta associado à riboflavina (vitamina B2) que provoca novas ligações entre as fibras de colágeno da córnea e a torna mais rígida. 

O especialista diz que a lente corrige até 23 graus de miopia e 6 graus de 
astigmatismo. Por isso, o implante também é indicado para míopes e portadores de astigmatismo que não podem fazer a cirurgia refrativa porque têm a córnea fina. 

Contraindicações 

O procedimento é contraindicado para: 

· Portadores de inflamação ocular, glaucoma, catarata, descolamento da retina, degeneração macular. 

· Quem tem menos de 21 anos. 

   Mulheres grávidas. 

· Câmara anterior menor que 2,8 mm. 

· Baixa densidade celular do endotélio (camada interna da córnea). 

· Pessoas alérgicas aos colírios que devem ser usados no pós-operatório. 

Como toda cirurgia, esta também tem riscos. Queiroz Neto afirma que principais são indução ao glaucoma e à catarata. Os sinais de alerta após o implante são dor nos olhos e visão embaçada. Como o procedimento é reversível, o desenvolvimento de complicações pode ser interrompido. Independente de qualquer desconforto é importante fazer acompanhamento médico anual, conclui.
(Matéria da Folha Web - Bonde - em 3 de julho de 2012)

29 junho 2012

Um pouco mais sobre rejeição

As complicações do transplante de córnea podem ser divididas em intra-operatórias, pós-operatória precoce e pós-operatória tardia. As complicações intra-operatórias, com hemorragia, dificuldade de trepanação, podem ser contornadas através do uso meticuloso das técnicas cirúrgicas e instrumentos modernos. As complicações precoces ocorrem na primeira semana e incluem problemas com o leito operatório, pressão intra-ocular, hemorragia, infecção e defeitos epiteliais, que devem ser adequadamente tratados, visando uma maior sobrevida do transplante. Entre as complicações pós-operatórias tardias como defeito de cicatrização, astigmatismo residual e infecção, a mais clássica é a rejeição do botão transplantado, que pode levar à falência do tecido doador. A falência do botão é dita primária, quando o edema corneano é grave e persiste por mais de 10 dias após à cirurgia. Ocorre por função endotelial insuficiente, secundária a trauma cirúrgico ou tecido doador inadequado. O tratamento inicial é feito com o uso de colírios de corticóide em alta dose (dexametasona 0,1% ou prednisolona 1%), não sendo necessário o uso de corticóide sistêmico e subconjuntival. O novo transplante deve ser feito o mais precoce possível. 
A incidência da rejeição de transplante corneano depende de vários fatores pré-operatórios, como a vascularização da córnea receptora e o número de transplantes previamente realizado no paciente. Em casos considerado de bom prognóstico, a incidência varia de 2,5 a 3,5%. Em casos de pior prognóstico esta taxa é de 40 a 65%. A maioria das rejeições ocorre principalmente nos primeiros 6 meses de pós-operatório, mas pode ocorrer em qualquer época. Os sintomas podem ser mínimos no início, até que se instale marcadamente a rejeição com diminuição de acuidade visual, dor discreta e fotofobia. É importante que os pacientes estejam orientados sobre a sintomatologia, para que procurem assistência médica assim que observados. Qualquer camada corneana pode ser rejeitada separada ou simultaneamente. A rejeição epitelial é caracterizada por um defeito epitelial linear, que progride na córnea podendo apresentar infiltrados subepiteliais. Na rejeição estromal é observada uma invasão de vasos no estroma, com edema inicialmente periférico que progride para o centro. A rejeição endotelial é diagnosticada com a presença de linhas de precipitados ceráticos no endotélio, edema estromal e reação de câmara anterior. O tratamento de rejeição vai depender da sua gravidade e é feito basicamente com colírios de corticóide tópico em altas doses e colírios cicloplégicos. Em casos mais graves deve ser feito corticóide subconjuntival e corticoterapia sistêmica. O uso de agentes imunossupressores como a cicosporina, tanto tópico como sistêmico é reservado para casos isolados de alto risco. Felizmente o transplante de córnea evolui com sucesso em 85 a 95% dos casos. Com a evolução nos meios de preservação, surgimento de novas drogas imunossupressoras, desenvolvimento da imunologia e cirurgia refrativa, novas perspectivas estão sendo abertas no campo do transplante corneano.


26 abril 2012

03 abril 2012

Minha velha amiga Ceratite...

Chegando do oftalmo agora. Estou com Ceratite nos dois olhos. Ceratite é uma inflamação na córnea.
No OE, olho com tx, numa escala de ++++, estou com ++++ e ++ no OD. Acuidade visual 20/400.
Quem acompanha meu blog desde o inicio, deve lembrar que já dei pontos, cauterizei e fiz tx de conjuntiva para fechar o canal lacrimal... pois está aberto de novo!

Meu médico colocou o plug (nem vou dizer que dói para não assustar).
Estou usando Acular CMC, Epitezan e Hyabak além de óleo de linhaça por 60 dias.
Poderia ser pior :) então vamos que vamos!

01 abril 2012

Esperando...

Meu olho dói. Meu olho arde. Meu olho já não vê como antes. Algo está acontecendo e não sei o que é. Fiz alguns exames na minha oftalmo e, aparentemente, tudo está normal inclusive o transplante. Minha visão, que já era pouca, tornou-se menor ainda. Se fixar o olhar na TV ou na tela do computador vejo melhor com o OE fechado. Ele está atrapalhando a visão, algo que nunca tinha acontecido.
Tenho horário marcado com meu médico especialista na terça-feira. Pode ser uma ceratite... já tive tantas... quem sabe?
Enquanto aguardo, penso que ser transplantada exige, para sempre, uma grande dose de esperança, fé e bom humor.

16 março 2012

Depoimento de Paulo Lamblet Berruezo

Tenho 23 anos, sou estudante de medicina e sou portador de ceratoconjuntivite alérgica e tenho olhos muito secos.
Em 2007 tive uma úlcera de córnea bem pequena no olho direito em virtude de uma crise de conjuntivite alérgica grave que infectou e evoluiu com essa úlcera. Tratei cuidadosamente e fiquei bem.
Em 2009 tive outra úlcera de córnea exatamente no mesmo lugar da outra, também em função de uma ceratite. Tratei meticulosamente e fiquei bom de novo, restando um pequeno leucoma...
Até que em janeiro de 2012, "do nada" apareceu uma terceira úlcera de córnea, também no mesmo lugar das outras duas. Só que dessa vez, eu não estava em crise de conjuntivite nem ceratite. O olho estava calmo e tranquilo. Meu médico, especialista em córnea, diz que é uma úlcera trófica ou "úlcera em escudo" que é tipo uma úlcera alérgica, onde não há infecção, e ela simplesmente abre por falha no epitélio da córnea ou na cicatriz das outras úlceras. Ele acredita que pode ter sido em virtude do olho seco. Acontece que, dessa vez, por mais cuidadoso que eu tenha sido, usando vários medicamentos religiosamente na hora certa, essa úlcera foi ficando mais fina e mais fina... Meu médico resolveu pedir uma lente terapêutica para mim. No dia em que fui aplicar a lente terapêutica, a úlcera já estava extremamente fina e durante a colocação da lente, minha córnea perfurou. Felizmente, ela perfurou na frente do médico, que fechou rapidamente com a lente e a cola de cianoacrilato. Porém vazou um pouco de humor aquoso e a câmara anterior do olho meio que se fechou. Ele então disse que eu necessitaria de um transplante de córnea em caráter de urgência para refazer a câmara anterior do olho. Isso aconteceu numa sexta feira. Não sei se por milagre ou muita sorte, quando fui no consultório dele na segunda, a câmara anterior do meu olho tinha se refeito sozinha e o humor aquoso já tinha se restabelecido, e o meu olho voltou a sua anatomia interior normal. Porém, ainda estou com a lente terapêutica e a cola segurando a úlcera na córnea. Por isso, felizmente, não preciso mais fazer o transplante em caráter de urgência como antes pois a câmara já voltou ao normal. Mas ainda preciso fazer o transplante pois minha córnea está perfurada e por mais que cicatrize, já é a terceira lesão, e a córnea não terá mais estabilidade. Logo não tem jeito, tenho que trocar a córnea do olho direito.

Aí começa meu dilema, pois estou MORRENDO de medo dessa cirurgia, pela minha condição de ter ceratoconjuntivite crônica, que aumenta muito a chance de rejeição. Nunca consegui controlar minha alergia nos olhos, e a secura também. Só consigo controlar com corticoides... E quando usava corticoide, abaixava muito minha imunidade e infectava. Minha situação é essa... Estou sem saída, tenho que fazer um transplante e tenho altíssima probabilidade de rejeição. Meu médico está esperando aparecer uma córnea e me ligará a qualquer momento, pois disse que meu caso tem prioridade pelo meu olho estar perfurado. Então a qualquer momento ele vai me convocar pra operar. Estou meio que desesperado e tentando me conformar, pois como disse, não tenho escolha. Tenho que fazer o transplante de qualquer forma e com grande chance de rejeição. Meu sentimento agora é de medo, ansiedade, apreensão e mais um pouco de medo.

(Paulo, hoje, 16 de março, recebeu uma córnea nova. Que a sua recuperação seja tranquila)

06 março 2012

Femtosecond laser

O que é o Femtosecond laser?
O femtosecond laser é um tipo de laser que opera com pulsos extremamente rápidos. Estes pulsos são tão rápidos que são medidos em unidades de tempo chamadas fentosegundos (femtoseconds, em inglês). Cada fentosegundo corresponde a um milésimo de um picosegundo; ou a um milhonésimo de um nanosegundo; ou a um quatrilhonésimo de um segundo. Matematicamente, dizemos que um fentosegundo corresponde a 10-15 do segundo.


Não entendeu ainda?
Bem, vamos explicar de outra maneira.
Imagine o tempo de um segundo. Agora divida este tempo por um bilhão. Pegue esta bilhonésima parte do segundo e divida novamente por um milhão. Muito bem, você chegou no fentosegundo!
Assim, o femtosecond laser consiste em um tipo de laser extremamente rápido, o que lhe confere diversas vantagens sobre outros tipos de lasers, principalmente no que diz respeito à precisão e à segurança em procedimentos cirúrgicos, por exemplo.


Para que serve o Femtosecond laser?
Atualmente, o femtosecond laser já tem diversas aplicabilidades nas cirurgias oftalmológicas, principalmente nas cirurgias refrativas com laser, as quais visam corrigir os erros refracionais (miopia, hipermetropia, astigmatismo, etc), a fim de ofereceruma boa visão sem a necessidade dos óculos (ou com menor necessidade dos óculos). Neste sentido, o femtosecond laser permite a realização de cortes mais finos, mais precisos e mais seguros nas cirurgias do tipo LASIK (um tipo de cirurgia refrativa), por exemplo. Assim, há um ganho susbtancial de qualidade e de segurança nas cirurgias de LASIK com este tipo de laser.
Outra aplicação do femtosecond laser consiste na criação de túneis corneanos para a introdução de anéis intra-estromais, os quais são usados para corrigir o astigmatismo em doenças corneanas como o ceratocone e a degeneração marginal pelúcida, por exemplo.
Por útlimo, não podemos nos esquecer dos transplantes de córnea, que podem ser realizados de forma muito mais precisa e segura com a utilização do femtosecond laser. Neste caso, além do corte ser muito mais preciso, existe a possibilidade de realizar transplantes lamelares, sem a necessidade de suturas, ou seja, sem precisar “dar pontos”, com se diz na linguagem popular.


Por que o femtosecond é mais seguro que outros lasers nas cirurgias oculares?
Por ser extremamente rápido, o pulso do femtosecond laser faz com que o material orgânico que está sendo tratado seja desintegrado diretamente para a fase de vapor, sem haver tempo para afetar as estruturas vizinhas. Assim, o laser trata o tecido que deve ser tratado, sem danificar os tecidos que devem ser preservados.
Isto é possível, pois o femtosecond laser cria um plasma sólido, o qual se expande para longe do tecido orgânico em um estado altamente ionizado, levando consigo a energia. Em outras palavras, não sobra energia para danificar as estruturas vizinhas.


Quais serão as outras possíveis aplicações para o femtosecond no futuro?
O femtosecond laser já está sendo testado também para cirurgias intra-oculares, como cirurgias de catarata e cirurgias faco-refrativas para presbiopia, por exemplo. Embora estes usos ainda sejam experimentais, tudo indica que o femtosecond se incorpore à rotina destas cirurgias nos próximos anos, agregando mais precisão e segurança aos procedimentos cirúrgicos.


Autor:
Dr. Luciano P. Bellini


05 março 2012

RJ terá hospital especializado em transplantes, diz Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou, nesta segunda-feira (5), que o estado vai ter um hospital especializado em transplantes. Para isso, um hospital federal vai se tornar estadual e passará por reformas. Até a nova unidade ficar pronta, os transplantes de coração, rins e pâncreas serão feitos no Instituto do Coração Aloysio de Castro (IECAC), no Humaitá, na Zona Sul da capital fluminense.
De acordo com o secretário de saúde do Rio, Sérgio Côrtes, até o fim do ano já deve estar em funcionamento o novo centro de transplantes, que deve contar com ajuda da rede privada. “Vamos firmar um termo de cooperação técnica com o Hospital Sírio Libanês, que dará suporte à rede estadual para podermos avançar com o programa”, afirmou o secretário em nota.
Dados da Secretaria apontam o Rio como o estado que teve o maior índice de avanços na área de transplantes em 2011, ano em que chegou ao 6º lugar do ranking nacional em quantidade de transplantes. Ainda segundo a secretaria, a expectativa é aumentar o número de doadores no estado: dos 121, em 2011, para 220, em 2012.
“Só nos dois primeiros meses deste ano foram contabilizados 40 doadores, sendo que cada um doa em média três órgãos. Em 2011, em todo o primeiro trimestre, foram apenas 12 doadores”, informou a Secretaria, em nota.
A nova unidade a ser implantada no Rio é fruto do Programa Estadual de Transplantes (PET), segundo a Secretaria de Saúde. “Desde a criação do PET, em 2010, o estado triplicou a relação de doadores por milhão e hoje tem uma média de 13,9 doadores, já acima da média brasileira, atualmente em 11 doadores por milhão de habitantes”, afirmou a Secretaria, em nota

24 janeiro 2012

Programa Bem Estar

Bem Estar desta quinta (30) recebeu oftalmologistas para falar sobre alguns problemas de visão.
Apesar de tratar dos assuntos de forma superficial, vale o link:


http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/06/conheca-diferencas-entre-os-principais-problemas-de-visao.html

27 junho 2011

UVEITE OCULAR

Uveíte ocular é uma doença que acomete os olhos, mais especificamente a região conhecida como úvea. Úvea (ou trato uveal) é um tecido do olho composto pela íris, pelo corpo ciliar e pela coróide. Por diversos motivos (veja abaixo) esse tecido pode inflamar e causar a doença conhecida como Uveite.

A uveite pode acometer homens, mulheres, crianças, adultos ou idosos.





O que causa a Uveíte?

Podemos dividir a uveite em causas infecciosas ou inflamatórias. Algumas doenças que afetam outros órgãos do corpo podem causar uveite. Por exemplo, existe uma certa relação entre doenças reumatológicas e uveite.
Abaixo a lista de algumas das muitas causas de uveite.

Uveite infecciosa: Causas- Toxoplasmose ocular
- Herpes
- Sífilis
- Hanseníase (Lepra)
- Tuberculose
- AIDS (HIV)
- Toxocaríase

Uveite de causa inflamatória:

- Tumores intraoculares
- Sarcoidose
- Doença de Vogt-Koyanagi Harada
- Doença de Behçet (aftas na boca, lesões genitais e uveite)
- Artrite Reumatóide

- Artrite reumatóide juvenil ou idiopática (acomete principalmente crianças)
- Espondilite anquilosante (dor de coluna, uveite)
- e várias outras doenças menos comuns

Importante ressaltar que muitas vezes não conseguimos descobrir a causa da uveite. Nesses casos, chamamos de uveite idiopática (que é o mesmo de chamarmos de uveite de causa indefinida).


Tipos de Uveíte:

A uveíte pode ser classificada em anterior (acomete a porção anterior do olho, especialmente a íris), intermediária, posterior (acomete a porção posterior do olho, como retina e coróide) ou pode acometer todo o olho (uveítes difusas ou pan uveíte)


Uveite. Sintomas:

Os principais sintomas da uveíte são: dor ocular, vermelhidão intensa, fotofobia e diminuição súbita da visão. Esse quadro ocorre de forma súbita, ou seja, ao longo de 1 a 3 dias no máximo. O quadro pode parecer uma conjuntivite, mas diferente da conjuntivite, na uveite não ocorre secreção abundante e a doença não passa de pessoa para pessoa.
Alguns casos de uveite posterior apresentam só dimunição da visão sem ter olho vermelho ou dor ocular. Também ocorrem as chamadas "moscas volantes", que são pequenos pontos pretos que ficam flutuando na frente da visão da pessoa e que se mexem conforme a pessoa mexe o olho.
A uveite precisa de tratamento imediato, então caso o paciente apresente os sintomas acima deve procurar um médico imediatamente


Uveíte. Diagnóstico

O diagnóstico da uveite só pode ser feito por um oftalmologista. Como o quadro pode ser parecido com outras doenças (como conjuntivite) só o exame feito por um oftalmologista pode dizer se é ou não é uveite.
Na uveite existem sinais típicos que a diferenciam de outras doenças. Na foto abaixo vemos pontos redondos chamados precipitados ceráticos que são típicos de algumas formas de uveíte.



Para estabelecer a causa da uveite, o médico levará em consideração a idade da pessoa (há doenças mais comuns em crianças outras em idosos...), o sexo e a raça (negros são mais propensos a algumas doenças, brancos a outras doenças). A diferençiação entre uveite anterior e posterior também é importante.
Além do exame oftalmológico, o médico poderá pedir alguns exames de sangue para descobrir alguma doença específica, como toxoplasmose, sarcoidose, HIV, sífilis, além de exames para pesquisar as doenças reumatológicas (como dosagem de fator reumatóide, antígeno HLA-B27, FAN).
Várias doenças auto-imunes causam uveite e os exames acima podem ajudar a identificar algumas delas.


Uveíte. Tratamento:

O Tratamento da uveite deve ser feito com colírios e às vezes também com comprimidos.
Como colírios, usamos corticoesteróides, que serão pingados de 12 em 12 horas ou até de 1 em 1 hora de acordo com a gravidade do caso. Além disso, utilizam-se colírios que dilatam a pupila (midriáticos). Esses colírios aliviam a dor e evitam algumas complicações da doença. Em alguns casos de uveite, a pressão ocular aumenta e por isso é preciso usar colírios para diminuir essa pressão.
Quando a inflamação é muito intensa e ocorre na parte posterior do olho (uveite posterior ou uveite difusas) é preciso usar corticóide por via oral, pesando sempre o risco/benefício devido aos efeitos colaterais dessa medicação.
Quando sabemos qual é a causa da uveite, o tratamento deve ser direcionado para essa causa. Então, se a causa for toxoplasmose, devemos usar o tratamento específico da toxoplasmose, se a causa for tuberculose, o tratamento específicoda tuberculose e assim por diante.

O que eu devo fazer se tiver com suspeita de uveíte?

Toda pessoa com os sintomas acima (olho vermelho, dor e diminuição da visão) deve procurar um oftalmologista o mais rápido possível. A uveíte pode causar uma perda permanente da visão e quanto mais cedo fizer o diagnóstico e começar o tratamento melhor.


Fonte:
http://www.medicodeolhos.com/2010/10/uveite-ocular.html

02 maio 2011

A nova resolução do laser em oftalmologia


TECNOLOGIA DE PULSOS ULTRARRÁPIDOS AUMENTA PRECISÃO E SEGURANÇA EM PROCEDIMENTOS OFTALMOLÓGICOS:

Um novo tipo de laser - com tecnologia e aplicações diferentes daquelas hoje usadas corriqueiramente na correção de problemas como miopia e astigmatismo – está trazendo um salto na evolução de procedimentos oftalmológicos que envolvem cortes na córnea. O diferencial dessa tecnologia, chamada Laser de Femtossegundo, é a emissão de pulsos ultrarrápidos de luz, daí a origem do nome: um femto equivale a um milésimo de bilionésimo de segundo.

Essa veloz sequência de micropulsos permite fazer cortes precisos na córnea, sem danificar o tecido adjacente. A córnea é a primeira lente natural do olho e pequenas alterações em seu formato têm grande impacto no grau de visão. Assim, as cirurgias para tratar grau envolvem mudar o formato da córnea. Os lasers tradicionais fazem isso pelo processo fotoablativo, que desbasta a córnea, mas não é capaz de cortá-la. Procedimentos que exigem incisões sempre foram feitos manualmente, dependendo portanto da habilidade do cirurgião, e com limitações para cortes mais complexos, já que a córnea é uma estrutura pequena e delicada.

É aqui que o Femtossegundo entra como um aliado, agregando previsibilidade, segurança e precisão. O equipamento é programado segundo os parâmetros da cirurgia planejados pelo médico, que coordena o foco da aplicação. A interação da energia do laser com o tecido corneano gera microbolhas de gás carbônico que se alinham sequencialmente uma ao lado da outra, fazendo a divisão do tecido de maneira precisa. E, caso o médico avalie que a incisão não está adequada, pode abortar o procedimento e realizá-lo no dia seguinte. As microbolhas são absorvidas pelos tecidos em 24 horas, sem danos ao paciente.

O tratamento de ceratocone é um dos que atingiu um novo patamar de qualidade e segurança com o Femtossegundo. O ceratocone é um problema hereditário, que gera uma alteração progressiva no formato da córnea, deixando-a cada vez mais cônica. Afeta principalmente a visão de longe. Quando nem óculos nem lentes de contato rígidas resolvem, resta a opção cirúrgica, com o implante de anéis intraconeanos por meio de túneis feitos na córnea ou o transplante da córnea. O laser permite fazer esses túneis com a precisão de uma micra (milésimo de milímetro) em sua profundidade, algo impossível na técnica manual, trazendo resultados superiores para o paciente.

O novo laser também aprimorou as cirurgias de transplante de córnea, com o chamado transplante modelado. Ele permite efetuar cortes simétricos nas córneas do doador e do receptor, proporcionando um encaixe perfeito da córnea doada no olho do receptor. Além de formatos mais complexos, possibilita transplantar apenas porções da córnea, uma inovação nesse tipo de procedimento. Para o paciente, o Femtosegundo significa maior segurança, menor tempo de recuperação e melhor qualidade visual pós-operatória.

O tratamento de ceratocone e o transplante de córnea são hoje as principais aplicações para esse tipo de laser, mas já há estudos para o seu uso em cirurgias de catarata e correção de presbiopia, a famosa vista cansada. Ou seja, a revolução do novo laser em oftalmologia está apenas começando.

Fonte: http://novacornea.blogspot.com/2011/05/nova-resolucao-do-laser-em-oftalmologia.html

29 abril 2011

Depoimento de Ana Maria M. Padilha

Minha história sobre a perda de visão: desde “Córnea Guttata” à “Distrofia de Fuchs” e ao “Transplante de Córnea +  Cirurgia de Catarata”.

Comecei a usar óculos aos 36 anos (hipermetropia para longe e perto, Astigmatismo). Aos 38, o meu Oftalmologista registrou em minha ficha, (e não me disse nada), que eu começara a perder Células do Endotélio = camada mais interna da Córnea (início da chamada “Córnea Guttata”). Neste período eu só sentia secura ocular e ele me prescrevia um Colírio simples para olhos secos.
Em 06/2008, com 58 anos e com muita diminuição visual, ele me avisou que eu estava com Catarata em ambos os olhos e eu insisti numa operação. Fui informada, após 20 anos, que não poderia fazer qualquer tipo de operação, pois tinha um problema sério nas córneas, que “se descompensariam” e eu ficaria cega. Em pânico, exigi exames, que comprovaram o diagnóstico. Abandonei este médico e passei a consultar com muitos outros e a pesquisar sobre o meu caso.
Bem, ali eu decidi que faria o que estivesse ao meu alcance para não perder a visão como minha avó materna (que tinha tido Catarata e Glaucoma, e talvez, Fuchs).Todos, no meu Convênio Médico, diziam-me que eu teria que piorar muito a visão para fazer um Transplante e, simultaneamente, a Operação de Catarata. Após 3 meses, novos exames (Microscopia Especular = nº de células do Endotélio e Paquimetria Ultrassônica = espessura real da córnea, que indica se há edema), demonstraram que eu piorara muito e aí, eu já apresentava os primeiros sintomas da “Distrofia de Fuchs”. Encontrei, então, um cirurgião particular, em 09/2008, disposto a me operar, que me colocou na lista de espera de córneas da Sec. da Saúde e me receitou dois colírios como tratamento, não de cura, mas para minimizar os efeitos da doença. O olho direito era o pior, mas ao longo dos 10 meses de espera, o olho esquerdo começou com bolhas e dores, e foi, então, para este o “Transplante + Oper.de Catarata” em 07/2009. Tudo correu bem e dentro do previsto. Sete meses após, tive “um início de Rejeição” que foi atacado a tempo, tão logo senti minha visão desfocada. Eu havia tomado um remédio forte e novo, e passei mal e “meus Anticorpos = meu Sistema Imunológico”, acabaram atacando o meu Transplante. Após uma semana com muitos colírios, as células sanguinolentas que surgiram dentro da minha córnea nova sumiram. Hoje, 04/2011, eu tenho limitações por cansaço visual do O.E., após um certo tempo em cada atividade e problemas com umidade excessiva, muito sol ou vento (na cicatriz). Tenho, também, um “Astigmatismo decorrente do Transplante”, e que perturba muito a visão para além de 2 m e, que poderá ser corrigido com uma Operação a Lazer em 07/2011 (com expectativa de melhora de 70%). O olho direito continua com o tratamento de 2008 e está aguentando. Este mês porém, comecei a sentir, esporadicamente, ardência e sensação de corpo estranho nele, novamente. Espero que a necessidade de Transplante seja adiada, para depois de 07/2011.

Ana, assim como tu também tenho Fuchs e entendo perfeitamente quando falas da dor e das limitações. Mas somos mulheres fortes, não? E vamos enfrentando todas as dificuldades com garra, fé e esperança!
Alice

28 abril 2011

Minha visão

Faz um tempo que não coloco no blog foto dos olhos. Alguns dias atrás fiz minha consulta trimestral à oftalmologista. Meu grau para perto do olho transplantado está em 8 com 4 de astigmatismo. Esse grau me permite, com luminosidade chegar a 40% de acuidade visual.
Hoje, por exemplo, chove em Salvador. Tempo nublado. Minha visão piora sensivelmente.
Sem luz = - visão.


Percebe-se a cicatriz da nova córnea e no olho ainda esperando por transplante a córnea opaca pela doença e pela catarata.

25 abril 2011

Desepitelização da córnea (Abrasão da córnea)

A desepitelização da córnea (ou Abrasão da córnea) é um desgaste ocorrido pela fricção ou esfoladura da córnea.
Normalmente, ocorre quando um objeto arranha o olho. Também pode acontecer na prática de esportes quando se tem uma pancada (na maioria das vezes causada por bolas) , ou em qualquer modalidade de enfrentamento por trauma direto.

Quais são os sintomas ?
Dor no olho atingido. Ele pode ficar vermelho e lacrimejante e a visão embaçada.

Como é diagnosticado ?
O médico examinará a superfície do olho e testará a visão. Ele poderá utilizar tinta contrastante para visualizar melhor o arranhão.
A mancha - que desaparecerá em poucos minutos - fará com que sua visão fique, temporariamente, amarelada.

Como é tratada ?
Se o oftalmologista perceber que existe algum corpo estranho dentro do olho do paciente, ele aplicará um anestésico para a retirada deste corpo estranho.
A córnea possui uma grande habilidade de cicatrização. O uso de antibiótico em gotas ou pomada acelera a cura.
O oftalmologista poderá colocar um tampão no olho do paciente e recomendar um exame de acompanhamento durante as 24 ou 48 horas seguintes.

Por quanto tempo durarão os efeitos ?
A maioria das abrasões da córnea se cura dentro de um ou dois dias. Uma vez recuperada a visão, o retorno ao esporte será permitido.

Como evitar a abrasão da córnea ?
A melhor maneira de evitar a abrasão da córnea causada por esportes ou atividades perigosas é usar óculos protetores ou escudos para os olhos que se acoplem a capacetes.

03 abril 2011

Depoimento de Elenita Cardozo

Tudo começou assim:
Sempre usei óculos mas nunca enxergava direito, mesmo com óculos. Até  que ao fazer exame de rotina, fui  diagnosticada com ceratocone. Isto ocorreu em 1997. Imediatamente diagnosticado, comecei a usar as lentes rígidas. No começo achei bem difícil, mas como eu já havia percebido que com as lentes eu enxergava muito melhor, fiz um esforço estupido para me acostumar. Usei as lentes durante +/- 12 anos.
Em 2008 comecei a perder muitas lentes... elas não paravam em meus olhos e como não enxergava sem elas, nunca conseguia achá-las, tendo que mandar fazer outras.
O meu sonho era colocar o anel de Ferrara, pois as lentes já estavam incomodando bastante, além das perdas seguidas... Eu já tinha ouvido falar do anel de Ferrara... passei por vários médicos aqui em SP, mas o custo era muito alto e eu não tinha condições de pagar. Até que descobri que em Sorocaba eles faziam o implante via SUS. Foi aí que comecei a ir lá.
A minha 1ª consulta foi para eles avaliarem se era caso de anel ou transplante....Eles avaliaram, e indicaram o anel e me passaram uma guia para eu fazer o teste do anel, pra ver se não haveria rejeição ou não.
Como era nov/2008 e pelo SUS, só consegui agendar este tal exame para mar/2009...enquanto isso, ia levando com as lentes...Mas nesta altura eu já estava tendo problemas no meu trabalho, devido ao fato de não estar enxergando direito.  Eu trocava muito os números...
Quando finalmente chegou março e fui a Sorocaba fazer o teste, o Ceratocone já tinha se agravado tanto que  já não era mais indicado o anel e sim o transplante das duas córnea. Como o transplante o convênio dava cobertura também, comecei a passar com o mesmo médico, pois pelo convênio seria tudo mais rápido (quanto às consultas e não quanto a fila do transplante, que é a mesma).
Nesta época eu já não conseguia usar as lentes e estava tendo dificuldade para me locomover, para subir e descer excadas, não enxergava buracos nas ruas, não enxergava as pessoas direito, ficou tudo muito branco, embassado.
Sendo assim, me afastei do trabalho em abr/09; fiquei no INSS até que voltasse a enxergar pelo menos para leitura... Fiz a 1ª cirurgia em julho/09
Correu tudo bem. Não senti absolutamente nada! Não senti nenhuma dor! Nenhuma complicação!
Voltei a trabalhar em  mai/10. Nesta época já estava enxergando para leitura, mas não tinha a profundidade das coisas ainda...precisava operar o outro para melhorar a visão como um todo.
Hoje tenho 80% da visão! Graças a Deus!
O 2º transplante fiz em 19/ago/2010, pois tem que ter um intervalo de 1 ano entre uma cirurgia e outra; para esta cirurgia fiquei somente 15 dias afastada do meu trabalho, pois eu já enxergava, por causa do outro olho...Como no outro transplante, não senti absolutamente nada neste também; Só a recuperação que está mais lenta que do outro olho.
Já quase 7 meses após a cirurgia, e não enxergo nada ainda...
O médico disse que provavelmente para este olho não vou ter o mesmo resultado que o outro...mas que vai melhorar...não tanto quanto o outro, mas vai melhorar...
Quanto ao atendimento lá em Sorocaba, não tenho do que reclamar....excelente o atendimento de todos! Eles estão de parabéns! Merecem o título de hospital referência da América Latina;
E é isso aí pessoal...Qualquer coisa a mais que queiram saber, é só perguntar!
 
Abraços à todos e boa sorte!
 

Elenita Cardozo


30 março 2011

Nem todos enxergam 3D


As imagens tridimensionais que são transmitidas pelos televisores e nos cinemas funcionam da seguinte maneira: há duas imagens (porisso a tela fica embaçada quando nao usamos o óculos), um imagem no qual a lente do seu olho direito faz você enxergar uma imagem, e a outra lente do lado esquerdo faz você enxergar uma outra imagem, ambas são processadas pelo seu cérebro onde ocorre a fusão binocular, se juntam e criam a sensação de profundidade.
Mas o que algumas pessoas não sabem é que não é todo mundo que consegue fazer essa fusão binocular, ou seja, as imagens não chegam de maneira correta ao cérebro.
Agora, vamos entender melhor o que é a visão binocular: A visão binocular é, o nome dado à visão somada dos dois olhos. Há uma série de vantagens geradas por este tipo de visão. Pessoas com problemas sérios em um dos olhos, por exemplo, podem continuar enxergando, pois se um dos olhos estiver em condições, o outro passa a ser menos requisitado.
Isto acontece com frequência em pacientes que apresentam a ambliopia (sim, a doença do “olho preguiçoso”). Este tipo de paciente costuma possuir um dos olhos em condições aceitáveis para a visão, mas o outro funciona apenas como acessório. Geralmente pessoas que tem esse problema de “não-visão” binocular perdem, várias vezes no dia a noção de profundidade. Agora pense, tudo que fazemos o dia inteiro depende dessa tal visão, então imagine-se sem noção de profundidade nenhuma, você não iria saber diferenciar um objeto que está a 5 metros de um que está à apenas 2 metros, sairiamos tropeçando pelas calçadas e batendo em todos os obstáculos possiveis!

Tudo bem, mas quem realmente não enxerga o 3D?
Como ja citamos, quando os olhos não estão totalmente alinhados, deixa a fusão de imagens debilitada e perde-se a noção de tridimensionalidade, resumindo, a grande maioria dos pacientes com estrabismo moderado ou grave não pode enxergar as três dimensões.
Mesmo as pessoas que passam por cirurgias para corrigir os olhos, a fusão binocular não funcionará, pois a cirurgia muda a estética, a imagem captada pelos olhos continua sendo a mesma.

Eu tenho o problema, isso significa então que os óculos não me ajudam em nada?
Errado, pois mesmo que você tenha o problema os óculos te ajudam a não ver as imagens duplicadas, as duas lentes dos óculos 3D fazem a junção da imagem no seu cérebro, mas a estereopsia não age com total eficiência, por isso a profundidade é menos percebida. Mas não se preocupe você não está sozinho, boa parcela da população mundial tem problemas ao tentar enxergar o 3D.


Leia mais: http://www.infomaniaco.com.br/curiosidades/porque-algumas-pessoas-nao-enxergam-em-3d/#ixzz1I6DS1NTe

20 março 2011

QUAL É A REAL FINALIDADE DE UM TRANSPLANTE ?

Durante muito tempo, após muitas “conversas” na Comunidade de Transplante existente no Orkut e com pessoas que fazem os retornos de consultas em Sorocaba, me deparo com o seguinte questionamento.

Qual a real finalidade de um transplante ?

Nesses anos todos de consultas, cirurgias e... mais consultas, sempre ficou claro para mim que a resposta a essa pergunta era: Extirpar a doença ou o que se fez chegar até a fila de transplante (acidentes, etc...).

Sempre me foi explicado que para se chegar a uma visão com uma boa acuidade visual, era necessário todo um processo, retirar e colocar uma nova córnea não era o suficiente.

Esse caminho, além do transplante, exige disciplina. A disciplina engloba tudo o que é passado após a cirurgia, tudo o que é conversado entre o Oftalmologista e o paciente. Repouso absoluto, não abaixar demasiadamente a cabeça, evitar subir e descer escadas constantemente, não dormir do lado em que se foi feito a cirurgia, não esfregar o olho operado, não deixar de lubrificar a córnea com o colírio, evitar pegar em peso ou praticar atividade física que comprometa os pontos, seguir corretamente os horários estabelecidos para a medicação, etc... fora alguns percalços que podem acontecer, como pontos frouxos ou estourados, conjuntivites e doenças que não foram diagnosticadas antes do TX.

Então não adianta a pressa por querer ter a visão com 100% de acuidade visual em menos de 3 meses, a recuperação de um transplante de córnea é um processo lento e progressivo, tem que se ter muita paciência para chegar a um resultado “satisfatório” e no meio disso, não desista caso apareça um obstáculo a sua frente.

E não podemos esquecer que o apoio de familiares e amigos nessa hora é de extrema importância.

Lenilson Costa

27 fevereiro 2011

Transplante: Felicidades e percalços - Parte Final

Sorocaba, 19/02/2011... depois da jornada no Hospital Publico de SP, praticamente sem solução para meu caso, vim ao Hospital Oftalmológico de Sorocaba.
Viagem confortável de ônibus até o interior, 2 Minutos para fazer o cadastro na recepção e apenas 20 esperando ser atendido (5 pessoas a minha frente), quanta diferença.
No atendimento feito pelo Oftalmo, aquilo que já havia sido constatado, ponta de um ponto que não tem como ser retirado no momento e a confirmação que se fosse mexer para retirar, iria machucar ainda mais a córnea.
A solução encontrada foi a colocação de uma Lente Terapêutica, muito semelhante a uma gelatinosa, mas que na córnea parece mais com um adesivo incolor.
A lente não causa incomodo, pelo contrário, diminuiu drasticamente o incomodo do ponto estourado e a fotofobia, sem contar que com ela ainda posso pingar naturalmente os colírios indicados.
Ótimo atendimento, rapidez e a dor... de 0 a 10 ficou em 0.
Depois de 20 dias de uso terei que retira-la, ai sim veremos o que poderá ser feito com essa ponta.

Aqui descrevi os percalços... mas a felicidade, esta nas pessoas que me cercam. Sem elas acho que não suportaria boa parte disso.

Agradeço aqui quem me acompanhou durante esses dias no Blog, e agradeço ainda mais aqueles que torcem por minha recuperação.

25 fevereiro 2011

Transplante: Felicidades e percalços - Parte 3

Terça (15/02) novo retorno ao Hospital publico, e mais 3 horas de espera.
Dessa vez até que valeu a pena, a Dra. era simplesmente linda e resolveu meu caso em partes.
O problema era a ponta de um ponto que não poderia ser retirado, e essa ponta estava machucando bruscamente a córnea, se tivesse que mexer para tentar retirar iria machucar o dobro.
Para aliviar o incomodo o procedimento feito por ela foi: Limpar o local com algodão para tirar a secreção, e fazer uma "raspagem" com agulha de insulina.
De 0 a 10 a dor ficou em 7, mesmo assim precisaria ainda resolver isso... o jeito seria ir até o Hospital Oftalmológico de Sorocaba, minha linda Sorocaba...

Continua

23 fevereiro 2011

Transplante: Felicidades e percalços - Parte 2

Desde o inicio dessa jornada pós-operatório, com o que mais tenho sofrido são os pontos.
Depois de 1 ano e meio de TX no OD, começaram a estourar pontos, o primeiro deles em pleno dia de Natal.
O maior problema de um ponto estourado fora a dor é uma possível rejeição, retirar e cuidar do local afetado a tempo é essencial para uma recuperação rápida.
Nos dias 12 e 13 de Fevereiro de 2011(sábado e domingo respectivamente) senti muita dor, olho lacrimejando e bastante vermelho.
Na segunda pela manhã (14/02) já corri para o Hospital, aonde passei mais de 5 horas em espera (Hospital Publico em SP e no Brasil é assim, infelizmente).
Mais 2 pontos retirados, mais uma queda na qualidade da visão e consequentemente um pouco de tristeza em relação a tudo isso.
A primeira coisa que me passou pela cabeça foi: "Vou ter que passar por tudo isso novamente ? A mesma angustia do meu primeiro transplante !!!"...

Continua.

21 fevereiro 2011

Transplante: Felicidades e percalços - Parte 1

Olá, meu nome é Lenilson Costa e estarei aqui “escrevendo” sobre os dois lados de uma recuperação de transplante de córnea, a felicidade e os percalços nessa caminhada.
Agradeço antes de qualquer coisa o espaço disponibilizado por minha amiga Alice, pessoa essa que só tenho a agradecer.
Começarei com textos curtos sobre a semana de 12 a 19 de Fevereiro de 2011, aonde surgiram problemas com a córnea do OD após 1 ano e meio de transplante.
Espero que isso os ajude, assim como escrever esses breves relatos tem me ajudado.

Para me conhecerem melhor existe no blog um depoimento que dei após meu primeiro TX, realizado em 20/04/2007 na Cidade de Sorocaba.

http://novacornea.blogspot.com/search?updated-max=2008-06-28T10:02:00-03:00&max-results=50

25 agosto 2010

25 julho 2010

Ministério da Saúde credencia Banco de Olhos e transplante de córnea volta a funcionar em MT

Redação 24horasnews
O Ministério da Saúde (MS) editou a Portaria número 355, de 14 de julho de 2010, autorizando Mato Grosso a retomar o serviço de transplantes de córnea. A partir de agora as captações de doações de córnea serão realizadas pelo Banco de Olhos de Mato Grosso, uma vez que a Portaria, no seu Artigo 1º, renovou a autorização para funcionamento, no Hospital de Olhos de Cuiabá.
O secretário de Estado de Saúde, Augusto Amaral, disse que “uma das ações previstas no PAS da Saúde é a reorganização e retomada dos serviços de transplantes em Mato Grosso com perspectiva de implementação de serviços. Para tanto o Estado, junto com o Ministério da Saúde, vem buscando os credenciamentos e a regularização dos mesmos visto que é intenção do Estado dar à Central Estadual de Transplantes dinâmica, estrutura, e busca de Unidades de Saúde parceiras e equipes especializadas a fim de alavancar os serviços de transplantes em Mato Grosso. O primeiro passo está sendo dado com o transplante de córnea, na reabertura do serviço. Em breve estaremos abrindo outras frentes”.
Dentro da dinâmica do PAS da Saúde o Estado também está retomando a organização dos demais serviços da Central de Transplantes (CT), da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), trabalhando junto ao MS na regularização dos transplantes de rins, enxerto ósseo e medula óssea.
A coordenadora da Central de Transplantes, Fátima Melo, alertou que nenhum paciente de Mato Grosso ficará sem atendimento em suas necessidades de transplantes de qualquer ordem.
“Até que todos os outros serviços de transplantes (rins, enxerto ósseo e medula óssea), que estão em fase de conclusão do recredenciamento junto ao MS, sejam autorizados a retornar suas atividades, os pacientes que necessitarem desses transplantes serão encaminhados para Tratamento Fora de Domicílio (TFD), sistema onde contam com transporte e encaminhamento a unidades de saúde fora do Estado para o necessário atendimento”, explicou Fátima Melo.
CÓRNEAS/FLUXO – Fátima Melo informou que em Mato Grosso existe um Cadastro Técnico Único de Córneas com 344 pessoas inscritas para o recebimento de doações. Assim que a córnea é captada, avaliada e processada, o Banco de Olhos de Mato Grosso, disponibiliza a mesma para o paciente rankeado pelo sistema de transplantes, explicando ela que a Central identifica então, no Cadastro Técnico Único de Córneas, qual é o paciente que irá receber o transplante (obedecendo a fila) , informa à Equipe Transplantadora responsável pelo paciente da disponibilização da córnea. Essa equipe então, agenda a data e hora do transplante e comunica a central para que a mesma entre em contato com o paciente.
Fátima Melo ressaltou que esse processo precisa ser rápido já que as córneas têm prazo de validade de 14 dias em meio de preservação. Após esse prazo perdem a qualidade e precisa ser descartadas.
SÉRIE HISTÓRICA – Uma série histórica dos transplantes de Córneas no Estado mostra que o serviço vem avançando gradativamente desde o ano de 2006, quando esse tipo de transplantes foi implementado em Mato Grosso.
Em 2006 foram realizados 48 transplantes no Estado. Em 2007 esse número saltou para 154 transplantes, aumentando para 162 em 2008. De janeiro a junho de 2009 foram realizados 117 transplantes de Córneas em Mato Grosso. E em 2010 já foram feitos 10 transplantes até a presente data.

02 julho 2010

Algumas respostas importantes sobre Doenças da Córnea

Qual a diferença entre o transplante convencional e o transplante com laser?
No transplante realizado com laser, os limites da incisão corneana são mais precisos e mais regulares , o que pode proporcionar um numero menor de pontos e uma recuperação de acuidade visual mais rápida. 
Aparelho Intralase
  

Qual o custo do transplante com laser?
Quando utilizamos o laser ocorre um aumento de aproximadamente 40% no custo da cirurgia.
 

Qual o tipo de anestesia no transplante de córnea?
Atualmente temos utilizado preferencialmente a anestesia local. Em situações especiais pode ser utilizado anestesia geral.

Quantos pontos são dados em um transplante de córnea?
A técnica mais utilizada atualmente para o transplante penetrante de córnea é realizada com 16 pontos separados. É difícil a visibilização dos pontos a olho nu.

Quando e como se retira os pontos?
Os pontos são retirados após 3 meses de cirurgia e não são retirados todos de uma só vez, isto é realizado por etapas de acordo com o astigmatismo induzido e avaliado através de topografia corneana computadorizada.  Em crianças a retirada de pontos é mais precoce.

Qual a porcentagem de sucesso de um transplante de córnea?
O transplante de córnea apresenta alta porcentagem de sucesso. Normalmente varia entre 80 e 90% de sucesso em situações não complicadas (de acordo com estatísticas mundiais). Em casos complicados, a taxa de sucesso pode diminuir conforme a complexidade e da patologia ocular.

Quais os riscos de um transplante de córnea?
Os principais riscos de um transplante de córnea são falência primária e rejeição.

O que é falência primária?
Na falência primária, a córnea doada não apresenta bom funcionamento. Isto é percebido no primeiro mês pós-cirurgia. Neste caso, deve ser feita outra cirurgia.
   
Quais são os sinais e sintomas de rejeição?
Na rejeição a córnea apresenta bom funcionamento inicial e, algum período após, o paciente pode apresentar diminuição da visão e vermelhidão ocular. É importante o diagnóstico e o tratamento precoce para a recuperação.

Até quando o transplante de córnea pode apresentar rejeição?
O período crítico para rejeição é no primeiro ano. Porém, o paciente pode apresentar rejeição até quando viver. Grande parte das rejeicões podem ser tratadas com sucesso se forem diagnosticadas no início. Existe a possibilidade de se realizar outro transplante após a rejeição.

Qual o regime pós-operatório?
O paciente deverá usar colírios de corticóide e antibiótico. Em casos especiais pode ser necessário anti-hipertensivo ocular e medicação oral. Deve-se evitar esforço físico no período de cicatrização e dormir do lado contralateral ao olho operado.

Como se avalia córneas doadoras?
As córneas recebidas como doação passam por um processo de avaliação quanto à sua condição óptica, sendo utilizadas somente córneas que apresentem boa perspectiva para o sucesso do transplante. Mesmo assim, em alguns casos a córnea doada pode não funcionar adequadamente. São também realizados exames sorológicos nos doadores para descartar possíveis patologias infecciosas.

O que se pode esperar de um transplante de córnea?
Geralmente os resultados visuais após transplante de córnea são muito satisfatórios. A visão do paciente depende também da integridade de outras estruturas oculares. Após o transplante, pode levar meses para a visão atingir seu potencial, porém após algumas semanas o paciente já poderá  perceber melhora.

Como se inscrever para a fila de transplante de córnea?
O paciente deve ser submetido à uma avaliação oftalmológica completa. Diagnosticado patologia corneana que necessite de transplante e descartada outras possibilidades terapêuticas, o paciente é inscrito. O tempo entre a inscrição e a cirurgia é em média de 3 a 4 meses. 
  
Quanto tempo demora após a inscrição para o transplante ser realizado?
Depende do local onde se faz a inscrição. Pode levar de 1 mês a anos. O período pode ser reduzido em situações de prioridade que são pré-estabelecidas pela central de transplantes.

Quais os requisitos para o médico oftalmologista realizar transplante de córnea?
O médico oftalmologista deve ter especialização documentada em transplantes, ser cadastrado no Sistema Nacional de Transplantes e na Central de Transplantes para qual pertence. Isto garante que a fila será respeitada e assegura o paciente que seu médico é competente para indicar de forma precisa, realizar e acompanhar pós-cirurgia.

Todos os hospitais podem realizar transplante de córnea?
Os hospitais, assim como os médicos, devem ser cadastrados no Sistema Nacional de Transplantes e na Central de Transplantes para qual pertence.

Quanto tempo o paciente tem para chegar ao hospital após o comunicado de que sua cirurgia marcada?
Normalmente um intervalo de 2 a 3 dias entre o comunicado e a data da cirurgia. Assim o paciente tem um período adequado para chegar com tranquilidade ao hospital.

O que é o ceratocone?
O ceratocone é uma patologia na qual há um afinamento localizado da córnea, provocando uma fragilidade e uma protusão localizada. A córnea toma a forma cônica. Isto provoca alterações na curvatura corneana e distorsões na imagem.

Olho normal
Ceratocone

Qual a idade em que se manifesta o ceratocone?
Normalmente, o ceratocone se manifesta entre os 10 e 20 anos de idade. Porém, em alguns casos, pode se manifestar mais cedo ou mais tarde.

O ceratocone é progressivo?
O ceratocone pode ou não progredir, não existe um padrão definido de evolução. O importante é sempre manter consultas regulares com o oftalmologista.

Qual a origem  do ceratocone?
Não há até o momento uma etiologia elucidada sobre o ceratocone. Sabe-se que existem casos relacionados à alergia ocular e também casos familiares esporádicos. O ceratocone não é hereditário por regra.

O ceratocone pode voltar após o transplante de córnea?
Geralmente não há recorrência do ceratocone após o transplante. Existem casos relatados de pacientes que desenvolveram ceratocone após o transplante. Porém não se sabe se o paciente desenvolveu ceratocone na córnea doada ou a córnea doadora é que tinha predisposição para desenvolver ceratocone.

Quando está indicado o transplante de córnea no ceratocone?
O transplante de córnea é realizado no ceratocone quando  o paciente não apresenta visão satisfatória com óculos e/ou lentes de contato ou apresente intolerância ao uso de lentes de contato.

Quais os avanços atuais no transplante de córnea para ceratocone ?
Atualmente temos usado o laser de femtosecond para a realizacao de transplantes no ceratocone . Esta técnica permite uma recuperação mais rápida e menor numero de pontos.


Todos os casos de ceratocone necessitam de transplante de córnea?
Não. Alguns casos podem ser corrigidos por óculos ou lentes de contato. Outra possibilidade é o implante do anel de Ferrara.

O que é anel de Ferrara?
O anel de Ferrara  é  formado por 2 pequenas  pecas de 180 graus  (material acrílico )  que é implantado no estroma corneano (parte media da córnea). O anel de Ferrara foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina como procedimento terapêutico para ceratocone através da resolução 1762/05 de janeiro de 2005.
 

Como funciona o anel de Ferrara?
O anel de Ferrara  “regulariza” a superfície corneana que está com a forma cônica no ceratocone. Na maioria das vezes ocorre uma melhora da visão mesmo sem o auxilio de óculos. Pode ser necessário o uso de óculos e/ou lentes de contato após o implante de anel de Ferrara.

Quais os avanços na cirurgia de anel de ferrara ?
Atualmente tem se usado o laser de femtosecond para o implante do anel de ferrara .
 

Quais as vantagens de se utilizar o laser para o implante do anel ?
Com o uso do laser , o implante do anel é mais preciso , o que proporciona um melhor resultado .


Quais os custos da utilização do laser para o implante do anel de ferrara ?
Para utilização do laser no implante do anel , o custo da cirurgia é em média 40% maior em relação ao implante convencional .
 

O anel de Ferrara esta indicado em todos os tipos de ceratocone?
Grande parte dos pacientes com ceratocone podem se beneficiar com o anel de Ferrara, porem é importante uma avaliação para se verificar a possibilidade e a segurança do implante e também as chances de sucesso de cada caso.

Qual a probabilidade de sucesso cirúrgico?
O sucesso cirúrgico dos implantes tem sido muito satisfatório. Porem é importante ressaltar que é imprescindível uma avaliação pré operatória minuciosa para se detectar os casos em que o implante não esta indicado.

Quais os riscos do implante de Anel de Ferrara?
A complicação mais freqüente do implante de Anel de Ferrara é a extrusão espontânea do mesmo. Isso ocorre em 10 a 20%  dos casos. Não é rejeição. A extrusão depende da espessura corneana do paciente e da profundidade em que o anel foi implantado. Porém mesmo em casos em que a técnica cirúrgica foi precisa, pode ocorrer extrusão do anel .

O que acontece com o olho apos a extrusão do anel de Ferrara?
O olho volta ser como era antes do implante do anel. Esta é uma vantagem do procedimento, ser reversível. É possível um novo implante ou em alguns casos o transplante de cornea torna se necessário.

Aonde esta disponível a técnica cirúrgica?
A cirurgia é realizada  em vários centros brasileiros. 

O que é ceratopatia bolhosa do pseudofácico?
A ceratopatia bolhosa ocorre geralmente após  cirurgia de catarata ou outras cirurgias oculares. Normalmente, a córnea já apresenta fragilidade antes da cirurgia de catarata. A córnea torna-se edemaciada impossibilitando boa visão.

Quando o paciente desenvolve ceratopatia bolhosa?
A ceratopatia bolhosa pode se desenvolver imediatamente após a cirurgia ou levar algum tempo. A córnea toma aspecto branco azulado.

O que é distrofia de Fuchs?
A distrofia de Fuchs é uma patologia na qual há uma fragilidade corneana, pode ocorrer edema de córnea sem cirurgias prévias.

O transplante de córnea é uma possibilidade terapêutica neste caso?
Para restabelecer a visão, o transplante de córnea é o único meio para a ceratopatia bolhosa. Existem outras possibilidades terapêuticas, porém estas somente propiciam alívio sem melhora visual  e estão indicadas quando o paciente sente dor e está aguardando transplante de córnea.

O que é leucoma corneano?
Leucoma é uma opacidade corneana. A córnea toma aspecto branco em toda sua extensão ou em parte.

Como se desenvolve leucoma corneano?
O leucoma pode ser congênito ou se desenvolver após doenças infecciosas (principalmente herpes ocular) ou traumas.

Como o leucoma corneano prejudica a visão?
O leucoma é uma opacidade que pode se localizar centralmente e também  provocar alterações na curvatura corneana, diminuindo a visão.

O herpes pode recorrer na córnea após o transplante de córnea?
Sim, o herpes se localiza no gânglio nervoso e pode recorrer na córnea transplantada podendo determinar a perda do transplante.

Existem cuidados especiais no transplante por leucoma pós-herpes?
O paciente deve tomar medicação (aciclovir oral ou similares) por pelo menos 6 meses após o procedimento cirúrgico.