Um dia nos meus olhos...


28 de novembro

OE= Olho Esquerdo (transplantado)
OD=Olho direito (com Distrofia e na fila do transpalnte)
Leitura de perto ( 2 palmos do monitor)

6:30
Com óculos -OE enxergando melhor que o OD tanto de longe, quanto de perto
Sem óculos - Leitura zero (borrões mais fortes do OE)

9:30
Com óculos -OE não lendo nada. OD lendo para perto
Sem óculos - leitura zero, mas olho transplantado vendo os borrões com maior nitidez que o OD

11:30
Com óculos: lendo embaralhado com o transplantado e lendo melhor com o OD
Sem óculos - não lendo com nenhum, mas transplantado vendo a cor mais forte

13:00
Com óculos - lendo embaralhado com o transplantado e lendo melhor com o OD
Sem óculos - não lendo nada, mas o olho transplantado vê a cor preta, o direito vê a cor preta como sendo cinza fraco

15:30
Com Óculos - lendo com os dois olhos
Sem óculos - não lendo com nenhum, mas vendo mais forte com o transplantado

19:00
Com óculos - lendo com pouco embaçamento do OE e do OD
Sem óculos - OE não lendo, mas vendo a cor mais forte que o direito. OD mal enxergando as manchas (palavras)

24:00
Com óculos só lendo com o OD
Sem óculos : nenhum dos dois

Longe - Com óculos não vejo nada com o OE e muito mal do OD
Com os dois e de óculos consigo forçando ler as legendas numa TV de 29 polegadas numa distância de +ou menos 2 metros


Difícil conviver com essa "disponibilidade" dos meus olhos. Como e quando saber se eles estarão dispostos a trabalhar a meu favor e não contra?

Janela da Alma

Inspirados no programa “Cegos: Lutas e Conquistas”, exibido em outubro de 2008, um grupo de repórteres de Piracicaba (interior de São Paulo), esteve no Banco de Olhos de Sorocaba (SP) para gravar o longo caminho e a inabalável esperança de quem quer voltar a enxergar.
A seguir 3 vídeos que mostram toda a reportagem.

Vale a pena assistir até o final.









Apenas achei interessante...

Imagine só: Quando você olha para um objeto vermelho - como um tomate, por exemplo - ele parece vermelho porque os átomos que formam o tomate absorvem todas as cores do espectro luminoso menos o vermelho. O mesmo vale para o verde das plantas. As plantas são verdes porque, no processo de fotossíntese, os átomos das folhas absorvem e utilizam a energia de todas as cores do espectro luminoso, menos a verde.

Ou seja: nós enxergamos as cores que são "rejeitadas" pelos objetos, e não o contrário. O tomate não é vermelho porque absorve luz vermelha. Ele é vermelho porque essa é frequência de cor que ele reflete ("rejeita") e que chega até os nossos olhos. Curioso, não é?

As folhas das plantas, por sua vez, gostam de radiação vermelha, que é bem abundante, e de radiação azul, que é mais energética. A luz verde não é nem muito abundante nem muito energética, então não presta para muita coisa e acaba sendo refletida, ou dispensada. Por isso a Amazônia é verde. Se as plantas tivessem evoluído de maneira diferente, e a estrutura molecular da clorofila fosse um pouco diferente, talvez elas refletissem o vermelho em vez do verde, e a Amazônia teria cor de tomate.

A luz visível que chega do Sol e que ilumina a Terra para nós é sempre a mesma: luz branca. Assim esbarramos em um outro contrassenso ilusório: a luz branca parece ser uma cor "vazia", mas, na verdade, é a mais completa de todas. É a luz que contém todas as cores do espectro luminoso, que você percebe quando ela é espalhada por um arco-íris ou passada através de um prisma.

Cada cor é uma forma de radiação luminosa com uma frequência de onda específica, que varia entre 400 e 700 nanômetros, desde o violeta até o vermelho. As cores dos objetos que enxergamos depende de como os átomos desses objetos interagem com as diferentes frequências (cores) desse espectro luminoso. As frequências que são absorvidas "somem". As que são refletidas são as que chegam aos nossos olhos e que dão cores às coisas.

Um objeto branco, como o laptop no qual estou escrevendo esse artigo, é um objeto que reflete todas as cores e não absorve nenhuma. Já um objeto preto é aquele que absorve todas as cores e não reflete nenhuma. É por isso que uma camiseta branca resfria e uma camiseta preta esquenta quando você está no sol. A preta absorve todo o espectro luminoso e esquenta o seu corpo, que está por baixo dela. A branca reflete todo o espectro luminoso e ilumina quem estiver a sua volta.

Com tudo isso em vista, há inúmeras variáveis que podem alterar esse cenário. Se nossa estrela amarela, o Sol, fosse mais fria ou mais quente, a composição de sua luz seria diferente (mais avermelhada ou mais azulada, respectivamente). Se as células de nossa córnea tivessem evoluído de maneira diferente, talvez enxergássemos cores diferentes (como já abordei em um artigo anterior). Se a composição de nossa atmosfera fosse diferente, ela talvez filtrasse a luz de maneira diferente e as cores refletidas na superfície seriam diferentes também.

É mais ou menos o que ocorre no fundo do mar. Quem tem o prazer de mergulhar, como eu, sabe que as cores "desaparecem" a medida que você afunda. A água filtra gradativamente as componentes da luz branca do Sol: primeiro o vermelho, depois o laranja, depois o amarelo, até que, abaixo dos 25 metros, só sobra o azul. Consequentemente, abaixo dessa profundidade, pode ter um coral vermelho-sangue na sua cara que você não vai ver vermelho nenhum (porque não há luz vermelha para ele refletir). Por isso é sempre legal levar uma boa lanterna presa no colete, mesmo num mergulho diurno. Você liga a luz num paredão revestido de corais e esponjas e ... voilá! ... de repente uma paisagem monocromática se transforma numa explosão de cores.

Pense nisso a próxima vez que olhar para um tomate, uma floresta tropical ou um recife de corais.
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(Pintando o mundo de luz - Reportagem do Estadão - Herton Escobar)

Meu olho

Fazia um tempo que não fotografava meu olho. Faltando pouco para completar 10 meses de retransplante e ainda com 9 pontos, meu olho está assim:

Ampliando a foto, percebe-se a diferença das córneas.
Não sei se por causa da baixa visão ou se é porque não se percebe realmente, não noto mais os pontos que ainda estão no olho.

Mais de 60% das famílias recusam-se a doar órgãos

Uma triste realizade: o maior desafio para o aumento do número de transplantes na Bahia é a recusa das famílias em doar os órgãos das vítimas de morte encefálica .
Neste ano, em Feira de Santana, 100% das famílias entrevistadas não aceitaram doar os órgãos de seus familiares com diagnóstico de morte encefálica. Em Barreiras 80% recusaram e em Salvador, 60% disseram não.
De acordo com as estatísticas do Sistema Nacional de Transplantes, a Bahia está em 10° lugar em número de transplantes no País. Atrás de outros estados nordestinos como Pernambuco e Ceará, que estão em 4° e 7° lugares, respectivamente, no ranking nacional.
O primeiro é o Estado de São Paulo, com 3.902 transplantes realizados neste ano. A Bahia realizou 131.
Leia a reportagem da A Tarde completa aqui.
.Infelizmente, é essa realidade que vamos encontrar com a APDCOR (Associação dos Portadores de Doenças da Córnea) - Bahia.
Uma grande batalha que esperamos vitoriosa.

Fila para transplante de córnea é quase zero

O tempo de espera para realização de transplante de córnea no Estado de São Paulo despencou 90,2% nos últimos dois anos. É o que aponta levantamento realizado pela Secretaria da Saúde, com base nos dados da Central Estadual de Transplantes, divulgado na semana passada.

As pessoas transplantadas em agosto deste ano aguardaram, em média, 20 dias para fazer a cirurgia. No mesmo período de 2007, o tempo foi de 204 dias (ou quase sete meses). Já os transplantados em agosto de 2008 aguardaram, em média, 123 dias para realizar a operação.
Ainda quando era ministro da Saúde do então presidente Fernando Henrique Cardoso, José Serra ampliou os recursos para a área de transplantes no País. Agora, o governador está expandindo o setor em São Paulo. Entre 1997 e 2001, dobrou o número de transplantes por ano no Estado e o Brasil passou a ser o segundo país do mundo em transplantes.
O tempo varia conforme a região do Estado onde o paciente está inscrito. Na capital, região metropolitana e litoral, os transplantados em agosto deste ano aguardaram em média 12 dias para fazer a cirurgia. Na região de Campinas e Sorocaba, 9 dias. Já na área de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto foram 21 dias de espera, enquanto na região de Marília e Botucatu a espera foi de 40 dias.
Há dois anos, a fila era de 5,2 meses na capital, Grande São Paulo e litoral. O tempo de espera era de 3,3 meses na região de Sorocaba e Campinas; 1,3 mês na área de Ribeirão Preto e Rio Preto e de 11,3 meses nas regiões de Marília e Botucatu.
"Esse resultado é fruto do esforço dos Bancos de Olhos em aprimorar a captação de córneas em todo o Estado. Atualmente o número de pacientes inscritos na lista de espera é praticamente igual ao total de córneas captadas e distribuídas para transplante. Regra geral, não há mais fila", afirma Luiz Augusto Pereira, coordenador da Central de Transplantes da Secretaria.
De janeiro a agosto deste ano foram realizados 3.995 transplantes de córnea no Estado, contra 4.125 no mesmo período do ano passado. O número é menor porque o total de pessoas que aguardam por um transplante vem diminuindo progressivamente. Atualmente a fila de pacientes ativos (aqueles considerados aptos a realizar a cirurgia) é de apenas 39 pessoas.

(Redação - Agência IN)

Não seria maravilhoso se em todo país fosse assim?

Visão de recém-nascido (e isso não é uma boa notícia)

Procurando sobre a minha acuidade visual a pouco no Google, encontrei essa entrevista do Dr. Dráuzio Varella com a Coordenadora da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual.
Nesta entrevista, duas respostas me chamaram a atenção:
1ª - É importante lembrar que a criança não nasce com a visão desenvolvida. Pode-se dizer que o recém-nascido enxerga trinta vezes menos do que o adulto com visão normal. Embora nasça com o olho totalmente formado, a função visual só se completa no fim da primeira década de vida, entre os oito e os dez anos. No entanto, o primeiro ano é de primordial importância para o bom desenvolvimento da visão.
2ª - Quem não tem nenhum problema de visão enxerga um valor de 20/20 (vinte sobre vinte) numa escala de fração que mede a acuidade visual. Ao nascer, a criança enxerga um valor 20/600, ou seja, trinta vezes menos. Portanto, ela vê vultos. A visão das cores e a sensibilidade ao contraste não estão totalmente desenvolvidas. Para ela, é mais fácil fixar um objeto de alto contraste, preto e branco, por exemplo, e interessar-se mais pelas bordas do que pelo conteúdo do objeto. À medida que a função visual vai se desenvolvendo, a criança passa a interessar-se por objetos de baixo contraste, por seu conteúdo, e consegue definir melhor as cores.
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Isso porque hoje, o dr. Jorge, durante nossa conversa sobre um outro caso, citou exatamente a visão do recém-nascido.
Ao medir a minha acuidade visual sem correção do OE (transplantado), viu-se que estou com 20/600. Visão de bebê com 1 mês. Me senti parte do filme "O Curioso Caso de Benjamin Button".
Não há muita esperança que melhore. Já sabíamos, eu e o meu médico, que o segundo transplante seria uma tentativa de consertar a visão.
Se o DSAEK deixou sequelas é difícil afirmar. Se tivesse feito o transplante penetrante ao invés do lamelar estaria diferente agora?
Não sei.
O importante é que isso não me afeta mais como me afetaria dois anos atrás.
O aprendizado não terminou...

Reportagem no Diário do Grande ABC
















Reportagem de hoje no Diário do Grande ABC, com a história da Estela Pegoraro (depoimento no blog) e a minha história.


CLIQUE NA FIGURA PARA AUMENTAR

Hoje, dia 27 de setembro, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos

Quando fazes uma boa ação, como te sentes? Feliz? Em paz?
E se pudesses ir além? Salvar a vida de pessoas?
Tua felicidade seria maior ainda, não?
Então não perca essa chance! Seja um doador de órgãos e tecidos!
É tão fácil! Basta avisar teus familiares em vida.
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Que os meus doadores permaneçam na luz!
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Mais informações sobre como ser um doador: http://www.abto.org.br/estendaamao/files/0_abto_casada_alta.pdf

Lasik sem dobras e sem estrias

O oftalmologista Canrobert Oliveira, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), apresentou no dia 28 de agosto, no 35º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, o Soprador Térmico de Córnea. Trata-se de equipamento que o médico vem desenvolvendo e aprimorando, desde 1995, para evitar e corrigir a formação de dobras e estrias que podem ocorrer durante a cirurgia de correção de grau por Lasik.

Mais de 10 anos de observação, análise e estudos científicos para evitar e corrigir a formação de dobras e estrias, que podem ocorrer na córnea durante a cirurgia de correção de grau por Lasik, resultaram em uma caixinha metálica com a capacidade de deixar lisa a superfície do olho onde houve a intervenção. "A córnea parece uma pele de jaboticaba de tão lisa", comemora o criador do Soprador Térmico de Córnea, o oftalmologista Canrobert Oliveira, relacionando a fruta brasileira à invenção nacional que traz benefícios a todas as pessoas que querem se ver livres dos óculos por correção cirúrgica.

Canrobert Oliveira, que é diretor do departamento de cirurgia refrativa do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), vai apresentar sua criação hoje, durante o 35º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que acontece em Belo Horizonte (MG) no Expominas.

Contribuição - Desde 1995, o oftalmologista brasiliense, que já realizou mais de 60 mil cirurgias refrativas, vem estruturando o Soprador Térmico de Córnea. Esta não é a primeira colaboração de Canrobert à evolução da oftalmologia. A partir da observação do processo cirúrgico criou, nos anos 90, o C-Procedure, atualmente adotado por cirurgiões de vários países para tratamento de astigmatismos altos e irregulares.

Reação - De acordo com Canrobert, o colágeno, tecido que compõe a córnea, tem propriedades físico-químicas que reagem favoravelmente ao Soprador Térmico. Depois de dois anos de utilização, ele diz que os resultados da aplicação do procedimento estão consolidados e aprovados inclusive pelos pacientes.
"O Soprador promove a contração das fibras de colágeno do disco corneano na cirurgia de Lasik para correção de grau, impedindo a formação de estrias e corrigindo aqueles casos que, no passado, já mostraram dobras e estrias", explica Canrobert. O médico relata que estrias ocorrem involuntariamente durante a cirurgia e o Soprador Térmico interfere no processo e as elimina. Já as dobras, muitas vezes, aparecem em consequência de traumas como coçar e apertar o olho operado, apesar das advertências feitas aos pacientes após a correção.
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Depoimento de Alessandra Andrioli

Tenho ceratocone desde 12 anos. Só lembro que não enxergava muito bem, mas só fui fazer exame nesta idade (1982), desde então fui vivendo com lentes rígidas, ora estava bem, ora ulcerava, enfim, esse drama que todos nós já sabemos.
Em 89 eu fiquei grávida e após alguns meses a lente do olho esquerdo, que era o mais afetado, começou a "pular" do meu olho, não parava mais. Usava então apenas a lente direita, sem elas a minha visão era nula. Já no fim da gestação eu não conseguia mais ficar o dia inteiro com ela e após o parto eu não consegui mais me adaptar. Fui encaminhada para o transplante.
Demorei 2 anos para ter coragem de fazer, hoje sei que fui boba, o transplante foi a melhor coisa que poderia ter feito. Tudo bem, eu tenho que usar óculos, mas são óculos "normais.Sou transplantada de AO, o primeiro fiz em 94, o outro em 03 e sinceramente, apesar do médico dizer que não haveria problema, não tive coragem de engravidar novamente.
Independente da minha experiência sabemos que cada experiência é única e o meu desejo é que corra tudo bem com todos que precisam de um transplante. Saibam que sempre existe uma saída. Não existe motivo para sofrer por antecipação.
Ao escrever fui remetida a um passado doloroso, que por um tempo quis esquecer, mas que agora me faz bem relembrar, pois me mostra o quanto posso ser forte diante das adversidades.Quando tive esse diagnóstico, na década de 80, era só transplante mesmo, não tinha nenhum outro recurso, não que eu saiba.
O primeiro médico que me atendeu, com a sutileza de um "elefante na loja de cristais", disse-me que não haviam garantias, que eu poderia ficar boa ou muito pior do que estava. Lembro-me que senti uma dor tão profunda, senti-me injustiçada, por Deus, pela vida... na minha cabeça era assim: eu só tenho 13 anos e já estou condenada a cegueira, e os meus sonhos e planos???
Parei de estudar, pois foi muito difícil a adaptação das lentes e eu não consegui conciliar as duas tarefas e por uma série de fatores eu comecei a me desvalorizar, perdi a auto estima.
Demorou muito até que eu tivesse coragem para aceitar, que tinha uma doença irreversível, uma deficiência e que necessitava do transplante, e que isso não me tornava inferior a ninguém.No meu caso o transplante foi bem sucedido. Não dá para explicar a alegria que senti quando tirei o tampão no dia seguinte a cirurgia, era um dia ensolarado, e o primeiro pensamento que veio a minha mente foi: o mundo está mais colorido!
Existem riscos, mas existem também muitos recursos, ter que fazer o transplante não é o fim da linha, é o começo de uma nova história, onde temos a oportunidade de conhecer os nossos recursos internos, de força e superação.
Busque todas as possibilidades.
E o mais importante não esmoreça, você vai conseguir, não tenha medo, ou melhor, enfrente-os, os meus medos me fizeram sofrer muito mais do que a situação real.
Um forte abraço a todos.
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Alessandra, só tenho a agradecer por ter permitido postar teu depoimento tão cheio de otimismo e esperança. Tua experiência serve de apoio a tantas mulheres que tem Ceratocone e passam por uma gravidez. Obrigada

Um dia especial

Ontem, 17 de agosto, demos o primeiro passo para a criação da Associação. Tenho a certeza que conseguiremos fazer da APDCOR um grupo ativo para melhorar as condições dos doentes da córnea e, principalmente, da doação de córneas na Bahia.

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Ontem, também, retirei mais 2 pontos. Em 9 meses de transplante foram 5 pontos retirados. Continuo afirmando que a sensação é muito chata e ainda faltam 11!

Em termos de visão continua ruim. Num dia de caminhada, de repente percebi que estava vendo com maior nitidez. O dia parecia mais claro e as cores mais fortes. Passada a euforia, dei-me conta que o que eu via com maior nitidez eram ônibus e carros!
Coisas enormes que qualquer um vê sem muito esforço.
Não me restou nada, além de sorrir da minha alegria.

Meu olho hoje, com 9 meses de transplante.

Para quem é de Salvador...

Temos como objetivos:
- Congregar pacientes em tratamento ou transplantados da Córnea, de todo o Estado da Bahia.
- Prestar assistência aos pacientes em tratamento e aos já transplantados e seus familiares.
- Interceder junto ao Ministério da Saúde, Secretaria do Estado da Saúde, Secretarias Municipais de Saúde, Centros Transplantadores e outros órgãos públicos ou privados, visando assegurar a todos os necessitados o tratamento e fornecimento de medicamentos com qualidade e segurança.
- Defender administrativa e/ou judicialmente os direitos e interesses dos pacientes em tratamento e dos transplantados, associados ou não, independentemente de autorização, em todo e qualquer órgão.
- Promover campanhas educativas, especialmente destinadas a conscientização da população à Doação de Órgãos.
- Contribuir para o desenvolvimento do tratamento e dos transplantes no Estado da Bahia.
- Fiscalizar isolada ou conjuntamente com a Vigilância Sanitária ou demais Agentes da Saúde, o funcionamento dos Centros Transplantadores, envidando esforços no sentido da melhoria desses serviços.
- Colaborar com o Sistema Nacional de Transplantes e seus órgãos gestores, representados pelas Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos – CNCDOs e demais órgãos afins.
- Manter estreito relacionamento com entidades congêneres, nos âmbitos municipal, estadual e nacional.
- Incentivar a criação de associações municipais.
- Implantar nas cidades em que se fizerem necessário, filiais, sucursais ou representações da entidade.
- Promover junto ao Sistema Nacional de Transplante e, especialmente, junto à Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos da Bahia, o acompanhamento e a fiscalização na formação da lista de espera por doação de órgãos, a sua divulgação aos interessados, e quanto ao sucesso dos transplantes realizados.
- Atuar, em atividades externas, participando de campanhas, de atividades industriais, comerciais ou de prestação de serviços para captação de recursos integralmente destinados a consecução de seus objetivos sociais.
- Firmar convênios e outros instrumentos jurídicos com entidades congêneres ou não, pessoas jurídicas de direitos público ou privado, nacionais ou internacionais, visando a obtenção de recursos materiais, humanos e financeiros para atendimento dos objetivos da associação.
- Participar e/ou promover congressos, fóruns, debates e outros eventos relacionados com os fins estatutários.
- Promoção da assistência social e voluntariado.
- Promoção gratuita da saúde e educação, além da divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades acima mencionadas.
Entrar em contato pelo email: novacornea@terra.com.br

Depoimento de Júnior Monteiro

Bom dia. Em primeiro lugar gostaria de parabenizar pelo site e dizer que sou de Brasília, tenho 33 anos.
Segundo gostaria de dar meu depoimento sobre o diagnóstico de ceratocone.
Bem, no início desse ano tive o diagnóstico de ceratocone dado pela equipe de médicos do HOB Brasília. Fui aconselhado a fazer o Cross Link e, após algumas consultas a outros médicos e muitas dúvidas realizei a cirurgia no dia 19/06/09.
Aqui só o HOB e o CBV fazem o Cross Link, não aceitando convênio e com média de R$ 3.000,00 por olho.
Digo-lhes que a recuperação é um pouco demorada. Meu olho direito já tinha sofrido uma cirurgia há 11 anos (cirurgia corretiva), no mesmo hospital.
Estranho que os médicos não souberam me explicar os motivo ou causa do aparecimento do ceratocone. Voltando à recuperação, na primeira semana após a cirurgia, o médico retirou a lente protetora do meu olho. Depois de um dia o olho infeccionou, tive que usar alguns colírios a base de cortisona, que ao longo dos dias inflamaram cada vez mais minha córnea. Meu disco, abertura da primeira cirurgia demorou a fixar, em resumo até a presente data estou usando lente protetora e pingando colírios mais fracos.
Acredito que exista uma dúvida sobre a qualidade da minha visão, certo? Bom está pior do que era antes da cirurgia e meu médico disse que eu teria que ter mais paciência pois o recuperação demora até 3 meses e só, assim, voltar ao que era antes.
Esse relato não é para desencorajar os que tem que fazer o procedimento mas sim encorajá-los e prepará-los pois, a estrada é longa.
Gostaria de acrecentar que ate hoje sigo com a lente protatora. Dia 19/07 fez um mes que fiz o Cross Link. Tenho acompanhado seu blog e desejo a todos toda a sorte do mundo.
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Júnior, acho que é importante termos depoimentos variados, de tipos de recuperação diferentes.
Apesar de ser um procedimento relativamente simples, é um procedimento com todas as alegrias e desafios que possa proporcionar.
Boa sorte na tua recuperação

Às vezes complica...

Ontem, após a retirada dos dois pontos (ainda restam 13) fiquei sentindo dor e algo friccionando a pálpebra.
Talvez tenha forçado o olho no computador. Não sei.
O certo é que a noitinha, meu olho estava muito vermelho. Liguei para o dr. Jorge e comecei a pingar o Pred Fort. Isso foi perto das 18 horas. Minha filha ficou assustada, pois estava muito vermelho.
Pinguei umas 3 vezes o corticóide, além do antibiótico. Quando fui deitar, meu olho já estava bem menos vermelho como mostra a foto:


Hoje amanheceu normal. Ainda pingo hoje o Zymar e a noite uma gota de Pred Fort. Não sinto mais a ardência.

E, um a um, os pontos vão desaparecendo...

Hoje retirei mais dois pontos, após fazer a Topografia. Se doeu? Não posso afirmar que tenha sido DOR. Uma ardência misturada, é claro, com a agonia de ver aquela lâmina aproximando-se do olho.
Toda vez que mexemos no olho é importante usar antibiótico. Usarei hoje e amanhã, o Zymar 4 vezes ao dia.
Ao retirar o ponto, o local fica sem o epitélio e pode ficar doendo um pouquinho. Nada que não possamos suportar e esquecer.
A retirada de pontos de quem tem Ceratocone ou Fuchs, apesar de ser o mesmo processo, produz diferentes efeitos. Enquanto no Ceratocone a retirada de pontos pode melhorar ou piorar a visão, até chegar-se à visão definitiva, no Fuchs não acontece isso. Não há grande diferença ao se retirar pontos. O tempo é que comanda a melhora.
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Uma leitora perguntou-me se o Crosslink é feito gratuitamente. Tenho conhecimento que o Hospital de Olhos de Sorocaba, após uma avaliação dos médicos pode realizar a cirurgia gratuitamente, mas apenas nos casos em que os médicos consideram como aptos.
Em outro post, coloquei os protocolos seguidos.

Depoimento de Júlio Olivier


No dia 28/06/2005 recebi um telefonema por volta das 7 da manhã, dizendo que era para ir imediatamente a Sorocaba, pois um rapaz havia sofrido um acidente de carro de madrugada, tinha minha idade, e que ele era doador.
Fiquei sem ação, pois estava numa longa fila para o transplante há 5 anos, não enxergava nada mais. Fiquei emocionado, graças a este doador e sua família, hoje consigo ver quase 100%.
Nunca desista! Lute, tenha fé em Deus, que tudo dará certo.
Hoje estou aqui para dizer isso, apesar das 5 rejeições que sofri, estou forte e firme.
Se você não é doador, seja doador de órgãos. Você estará ajudando muitas pessoas e dando vida também.
Para a família do meu doador a qual não conheço, peço a Deus que ilumine sempre e que Deus os abençoe sempre, pois me deram vida.
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Júlio, a tua força é essencial para àqueles que se encontram prestes a passar pelo transplante.
Obrigada, pelo depoimento.

Enfim... menos um!

Ontem completei 6 meses de retransplante e retirei meu primeiro ponto. Estava frouxo e não adiantava nada ficar no olho.
Peguei também meu óculos novo, só para perto. O grau é o mesmo do multifocal, mas vejo melhor quando separados para perto e longe. Só fiz para perto.
Enxergo um pouquinho melhor do olho transplantado, mas o olho que ainda me salva é o direito.
Daqui a 15 dias devo retirar outros, depois de fazer uma topografia.
Quem sabe a visão melhore?
Tirei também o ponto do transplante de conjuntiva. A membrana aderiu bem e meu olho já não está tão seco.

Depois de algum tempo, enfim boas notícias...

Pesquisa premiada nos EUA

A pesquisa promissora na área de terapia celular feitas pelo médico Gustavo Grottone recebeu o prêmio Johnson & Johnson 2009 no maior congresso de pesquisa em oftalmologia do mundo, realizado em Fortlauderdale, Flórida, de 3 a 7 de maio.
O estudo, que vem sendo desenvolvido como tese de doutorado no departamento de oftalmologia da Unifesp, consiste em uma nova abordagem no campo de doenças da córnea. "O uso de técnicas de última geração com terapia celular e células-tronco traz a esperança da realização da medicina regenerativa", enfatiza o médico.
Ele explica que "no projeto atual, as células mais internas da córnea doente são substituídas por células sadias, evitando o transplante de córnea em muitos casos. Desta maneira o transplante de córnea pode vir a ser substituído nos próximos anos por algo simples como uma injeção, não havendo necessidade de pontos ou qualquer outro procedimento cirúrgico mais complexo", adianta.
Outros testes executados no mesmo projeto vêm demonstrando a possibilidade de utilizar células-tronco para recuperar a superfície mais interna da córnea, que comumente é afetada na maioria dos pacientes que necessita de transplante de córnea após uma cirurgia de catarata, por exemplo.
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Fonte: http://www.jornaldaorla.com.br/noticias_integra.asp?cd_noticia=3285 em 07/06/2009

Transplante de Conjuntiva


Dia 12, sexta-feira, fiz meu transplante de conjuntiva.
Na foto 1, o lugar de onde é retirado o pedacinho da conjuntiva.
Na foto 2 onde é transplantada e na foto 3 o olho após o transplante.
O procedimento é rápido. Anestesia local (nova agulhada no olho). Só não posso dizer que é um pós sem dor.
Dói.
Tenho sentido meu globo ocular dolorido. O lugar de onde foi retirada a membrana também dói muito, principalmente quando pisco ou viro o olho para o lado.
Tenho usado antibiótico e acredito retirar o ponto até o final da semana.
Apesar de doer, não é uma dor que impeça de fazer atividades normais. Afinal, os analgésicos existem para isso.
Espero que agora meu olho retenha a lágrima por mais tempo e mantenha meu olho úmido.

Depoimento de uma mãe que perdeu o filho - Geni da Silva Fiorezi

Olá!
Sou mãe de um jovem que sofreu um terrível acidente.
Meu filho chamava-se Marcelo da Silva Fiorezi. Faleceu no dia 26/08/2008, em Marília, São Paulo.
Sou uma mãe que sofre muito com a falta do filho, mas feliz pois sei que ele vive em outros.
Marcelo, trabalhando, caiu de uma grande altura quebrando a cabeça... ficou 6 dias na UTI, vindo a ter morte cerebral.
Na hora em que recebi a triste noticia não pensei duas vezes, pois meu filho amava a vida e merecia continuar a viver.
Fui muito criticada por pessoas da família, mas não me arrependi em nada.
Sei que meu anjo está por ai correndo, pois doei os fêmures dele. Vendo, pois doei as córneas dele. Respirando, pois doei os pulmões dele. Os rins, pâncreas, baço, coração. Enfim, doei tudo, pois os órgãos do meu anjo estavam 100% saudáveis.
Só lamento não saber para quem foi, mas tenho fé em Deus que um dia conhecerei alguém que vive hoje com algo de meu filho.Também já fiz minha doação e de meu esposo.
Depois que formos dessa vida ajudaremos outras vidas.
Isso é lindo.
Pena que as pessoas ainda não tenham consciência de como é importante doar.

Marcelo se foi com 22 anos, mas quem sabe ele ainda viva até ficar perto dos cem em alguém?Muitas vidas precisam de nós. Doar é amor. É vida.

Geni, tua força e a tua fé deram a algumas pessoas a chance de viver. Esse é o maior gesto de doação. Na hora da dor acreditar que há vidas podendo ser salvas.
Que Deus aqueça o teu coração.

5 meses de transplante


Hoje completo 5 meses de transplante. Não mudou muita coisa na visão, mas me sinto muito bem.
A maneira como estou encarando o retransplante, mesmo com algumas pequenas adversidades, faz toda a diferença.
Levar a vida com entusiasmo, otimismo e bom humor é que a fazem ficar leve e mais fácil de seguir a diante.

Tentativas...


Apesar de pingar os colirio e gel religiosamente, à noite meu olho fica mais irritado. Durante dia o incômodo permanece.
Voltei hoje a usar o Pred MIld também para melhorar a irritação.

Dia 12, sexta-feira, farei o transplante de conjuntiva. O dr. Jorge cortará uma parte da membrana do olho e "costurará" sobre o ponto lacrimal.

Parece ser um procedimento simples, apesar de ser mais uma agulhada no olho. Não será preciso repouso.
Provavelmente haja um pouco de dor ou desconforto em função dos pontos. Nada que não possa ser suportado.

Acho que já se tornou parte da minha rotina isso.

E dizem que o tempo não para...

Um tempo sem escrever e pouca coisa mudou. Visão embaçada. Nenhum ponto tirado. Córnea ainda não totalmente cicatrizada. Ceratite indo e voltando...
Os canais lacrimais do olho transplantado abriram. 2 semanas depois serem fechados.
Olho muito seco novamente. Em junho devo fazer o transplante de conjuntiva. Espero que funcione.
Tem alguns dias que meu olho está incomodando. Primeiro era uma coceira, mais a noite e parecia ser na pálpebra.

Desde ontem o olho está um pouco irritado, Ardendo bastante. Liguei para a dra. Tania. Suspendi o Acetilcisteína e voltei a pingar o Pred Fort pelo menos até terça-feira, quando irei na Clínica. Descobri também tirando fotos dos olhos ter um estrabismo vertical (que ainda não sei qual o motivo).

Uma descoberta boa: vivo testando meus olhos. tapo um olho, tapo o outro e procuro avaliar se a visão está melhor, igual ou pior.
Sexta-feira, numa destas tentativas, peguei uma lupa que tenho (aumenta seis vezes) e tentei ler de longe com ela. Com o óculos ficou meio embaçado. Tirei o óculos (que de qualquer forma não adianta de nada para o olho transplantado) e, com a lupa, tentei ler as legendas na TV. A distância entre a TV e o sofá deve ser de mais ou menos 2 metros.

Surpresa! Li perfeitamente tudo! As imagens deixaram de ficar embaçadas!

Fui ontem para o shopping com a minha filha e com a lupa. O bom é que quando se chega na minha idade não se tem vergonha de "pagar mico".
Andei pelo shopping bem feliz com minha nova amiga Lupa.

A vida não é uma delícia apesar de tudo?

Cegueira por doença na córnea é reversível

O uso de tecnologia avançada aplicada à oftalmologia consegue evitar a progressão de doenças da córnea e devolver a visão a muitos pacientes.
A córnea é um tecido localizado na frente do olho (de forma grosseira, podemos compará-la ao vidro de um relógio), sendo um dos fatores responsáveis pela boa visão. Doenças da córnea podem afetar a capacidade visual das pessoas, levando até mesmo à cegueira. Graças ao desenvolvimento da oftalmologia, hoje podemos intervir na evolução da maioria das doenças, proporcionando boa visão a muitos pacientes.

LENTES DE CONTATO ESPECIAIS

Em diversas doenças ocorre baixa de visão por comprometimento da forma da córnea. Modificada por doença genética - como o ceratocone - ou por cicatrizes causadas por acidentes ou infecções, a córnea deformada ocasiona um borramento visual que não pode ser corrigido nem com uso de óculos, nem com lentes de contato gelatinosas. O uso de lentes especiais, como a Sopper modificada, contribui para uma importante melhora na qualidade de vida dos pacientes com ceratocone. Estas lentes são feitas especificamente para córneas muito irregulares e obtém-se, com a sua adaptação, conforto e qualidade visual para as atividades diárias, o que antes não se alcançava com o uso de lentes normais. A disponibilização dessas lentes proporciona melhor visão por um tempo mais longo, ostergando ou até mesmo evitando a indicação do transplante de córnea.

TRANSPLANTE DE CÓRNEA

O transplante é indicado nos casos em que a redução significativa da transparência da córnea é impossível de ser corrigida por outros meios, e em casos graves de ceratocone (que não podem ser neutralizados com uso de óculos ou lentes de contato). Como normalmente a córnea não apresenta vasos sanguíneos, este tipo de transplante têm baixo índice de rejeição, apresentando ótimos resultados. Na maioria dos casos, os pacientes não são submetidos a um processo de imunossupressão sistêmica como ocorre com os transplantes de outros órgãos e tecidos.

TRANSPLANTES LAMELARES

As doenças da córnea podem atingir diferentes camadas. O avanço das técnicas de transplante possibilita, atualmente, o tratamento seletivo apenas da camada da córnea que apresenta alteração. Ou seja: se há deformação da parte anterior (lamela anterior) substitui-se somente esta parte. Já quando a doença localiza-se no endotélio (lamela posterior) - como na Distrofia de Fuchs - substitui-se apenas esta camada. A preservação da parte normal da córnea favorece o resultado visual e a segurança do procedimento. Mas nem todos podem ser submetidos a essa técnica. Somente uma análise criteriosa poderá avaliar a melhor técnica para cada caso.

CROSSLINK DA CÓRNEA

Uma novidade no tratamento de doenças da córnea é o crosslink. Esta técnica visa fortalecer a córnea com o objetivo de impedir sua deformação. Ao primeiro sinal de alteração da forma, a terapia deve ser empregada. Muitos pacientes com ceratocone, que antes não dispunham de nenhuma alternativa para previnir a evolução da doença, podem ser beneficiados com esta técnica.
O avanço da oftalmologia, especialmente no tratamento de doenças da córnea, proporciona à maioria dos pacientes, uma reabilitação visual rápida e segura. Ainda que a prevenção de traumas ou infecções da córnea seja fundamental para manter os olhos de nossa população saudáveis, a tecnologia disponível já consegue alcançar resultados visuais excepcionais, devolvendo mais qualidade de vida às pessoas. Portanto, não descuide da saúde dos seus olhos, visitando regularmente o seu oftalmologista.

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Revista Veja - Maio/2009 - Dr. Jorge Paulo Oliveira

Opto XLink - Corneal Crosslinking System

Aqui um vídeo sobre o Cross Link

O que precisa-se saber sobre o Crosslink?

Atualmente a moda para quem tem Ceratocone é o Crosslink. Uma técnica nova e sem ainda uma estatística oficial.
Como já se disse várias vezes, o Crosslink não estaciona o Ceratocone. Ele enrijece a córnea, retardando a sua progressão, por isso sua indicação para quem está na fase inicial e em jovens, já que neles o transplante pode apresentar uma porcentagem maior de rejeição e, provavelmente, precisarão passar por outro depois de 20/30 anos.

Só que os oftalmologistas estão aplicando a técnica para todos os graus da doença, como se o CXL fosse a solução para tudo, mesmo porque o procedimento é particular e cada médico cobra o que acha correto.

É claro que enquanto se puder retardar o transplante, todas as técnicas são válidas, seja lente, anel, crosslink, mesmo porque nem todos que tem a doença precisarão de transplante.

De cada 100 jovens, apenas 40 terão uma evolução grave no Ceratocone. Os outros 60 farão a técnica e nem precisariam fazê-la... mas como não se sabe quem faz parte dos 60, a solução é prevenir.
Só não se pode achar que com isso se está curado. Às vezes é necessário o uso do CXL em conjunto com o implante de anéis intracorneanos e até mesmo com lentes rígidas. Resultados a longo prazo e novos estudos, são necessários, para avaliar a duração do efeito de endurecimento na córnea.
O Hospital de Olhos de Sorocaba faz o Crosslink pelo SUS (e também particular).
Para fazer pelo SUS é necessário seguir todo protocolo. Cadastrar-se para uma avaliação (a mesma que avalia a necessidade de um transplante). Seguir todos os procedimentos e o médico dirá da possibilidade ou não de se realizar o Cross.

Hoje, ao completar 55 anos...

Não quero falar de perdas... viajantes que partiram em algum momento da jornada. Deixaram saudade e junto com ela um pedaço de suas almas dentro da minha alma.
Quero falar de pontos luminosos que transformaram em luz, cada pedra ultrapassada.
Hoje não quero falar de mágoas. Do que me fez chorar, do que me fez ter raiva, do que me fez crer no nada.
Quero falar da esperança, do sorriso que encanta, da palavra que acalanta, das infinitas formas de amar
Porque hoje eu sei que viver é doar
Porque hoje eu sei que enxergar vai além dos olhos, vai além do coração.
E agradeço em oração a quem habita em mim e me faz sentir-me assim: feliz.
Porque por um triz
eu fui treva
fui espinho
eu fui dor,
revolto mar..
E agora
sou o vento
sou alento
arco - íris
sol
luar.
.
.
Ao meu doador a promessa de fazer valer a graça alcançada.
Obrigada!

Sorrindo, sempre! [Quatro meses de transplante]

Descobri, nesses 4 meses transplantada, que não me importo com o resultado do transplante. Recebo cada novo desafio como se fosse parte de um processo pessoal de amadurecimento.
Não existe crescimento sem pontes difíceis de serem ultrapassadas. Ou eu sento e espero que alguém me leve pela mão ou atravesso sozinha levando na alma a coragem e a certeza de que chegarei ao outro lado.
Preciso atravessá-la sozinha, não porque não exista ninguém ao meu lado, e sim, porque o desafio é só meu.
No fim da ponte, sei que encontrarei todos que me querem bem. E entre tantos, estarás lá.
Torcendo.
Incentivando.
Em um só grito de VALEU!
Posso demorar a ultrapassar todas as barreiras, mas não importa como, chegarei lá com um sorriso no rosto.

Se o objetivo é a chegada, o que importa a velocidade?

Após duas semanas, meu canal lacrimal está abrindo. Por isso estava sentinfo o olho seco novamente.Tenho lágrima, mas não tanto quanto no início. Provavelmente terei que fazer um transplante de conjuntiva (membrana mucosa que forra o globo do olho e o une às pálpebras). Nem vou pensar nisso por enquanto. É só lá para julho.
A cada foto percebo mais a opacidade da pupila do olho direito. Outra cirurgia que me aguarda...
Não existe pressa (e nem previsão) de quando começarei a retirada dos pontos. A cicatrização não está bem firme e é melhor não arriscar.
Para que a pressa?
A chegada também é feita de pequenos passos...
 
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