29 abril 2011

Depoimento de Ana Maria M. Padilha

Minha história sobre a perda de visão: desde “Córnea Guttata” à “Distrofia de Fuchs” e ao “Transplante de Córnea +  Cirurgia de Catarata”.

Comecei a usar óculos aos 36 anos (hipermetropia para longe e perto, Astigmatismo). Aos 38, o meu Oftalmologista registrou em minha ficha, (e não me disse nada), que eu começara a perder Células do Endotélio = camada mais interna da Córnea (início da chamada “Córnea Guttata”). Neste período eu só sentia secura ocular e ele me prescrevia um Colírio simples para olhos secos.
Em 06/2008, com 58 anos e com muita diminuição visual, ele me avisou que eu estava com Catarata em ambos os olhos e eu insisti numa operação. Fui informada, após 20 anos, que não poderia fazer qualquer tipo de operação, pois tinha um problema sério nas córneas, que “se descompensariam” e eu ficaria cega. Em pânico, exigi exames, que comprovaram o diagnóstico. Abandonei este médico e passei a consultar com muitos outros e a pesquisar sobre o meu caso.
Bem, ali eu decidi que faria o que estivesse ao meu alcance para não perder a visão como minha avó materna (que tinha tido Catarata e Glaucoma, e talvez, Fuchs).Todos, no meu Convênio Médico, diziam-me que eu teria que piorar muito a visão para fazer um Transplante e, simultaneamente, a Operação de Catarata. Após 3 meses, novos exames (Microscopia Especular = nº de células do Endotélio e Paquimetria Ultrassônica = espessura real da córnea, que indica se há edema), demonstraram que eu piorara muito e aí, eu já apresentava os primeiros sintomas da “Distrofia de Fuchs”. Encontrei, então, um cirurgião particular, em 09/2008, disposto a me operar, que me colocou na lista de espera de córneas da Sec. da Saúde e me receitou dois colírios como tratamento, não de cura, mas para minimizar os efeitos da doença. O olho direito era o pior, mas ao longo dos 10 meses de espera, o olho esquerdo começou com bolhas e dores, e foi, então, para este o “Transplante + Oper.de Catarata” em 07/2009. Tudo correu bem e dentro do previsto. Sete meses após, tive “um início de Rejeição” que foi atacado a tempo, tão logo senti minha visão desfocada. Eu havia tomado um remédio forte e novo, e passei mal e “meus Anticorpos = meu Sistema Imunológico”, acabaram atacando o meu Transplante. Após uma semana com muitos colírios, as células sanguinolentas que surgiram dentro da minha córnea nova sumiram. Hoje, 04/2011, eu tenho limitações por cansaço visual do O.E., após um certo tempo em cada atividade e problemas com umidade excessiva, muito sol ou vento (na cicatriz). Tenho, também, um “Astigmatismo decorrente do Transplante”, e que perturba muito a visão para além de 2 m e, que poderá ser corrigido com uma Operação a Lazer em 07/2011 (com expectativa de melhora de 70%). O olho direito continua com o tratamento de 2008 e está aguentando. Este mês porém, comecei a sentir, esporadicamente, ardência e sensação de corpo estranho nele, novamente. Espero que a necessidade de Transplante seja adiada, para depois de 07/2011.

Ana, assim como tu também tenho Fuchs e entendo perfeitamente quando falas da dor e das limitações. Mas somos mulheres fortes, não? E vamos enfrentando todas as dificuldades com garra, fé e esperança!
Alice

28 abril 2011

Minha visão

Faz um tempo que não coloco no blog foto dos olhos. Alguns dias atrás fiz minha consulta trimestral à oftalmologista. Meu grau para perto do olho transplantado está em 8 com 4 de astigmatismo. Esse grau me permite, com luminosidade chegar a 40% de acuidade visual.
Hoje, por exemplo, chove em Salvador. Tempo nublado. Minha visão piora sensivelmente.
Sem luz = - visão.


Percebe-se a cicatriz da nova córnea e no olho ainda esperando por transplante a córnea opaca pela doença e pela catarata.

25 abril 2011

Desepitelização da córnea (Abrasão da córnea)

A desepitelização da córnea (ou Abrasão da córnea) é um desgaste ocorrido pela fricção ou esfoladura da córnea.
Normalmente, ocorre quando um objeto arranha o olho. Também pode acontecer na prática de esportes quando se tem uma pancada (na maioria das vezes causada por bolas) , ou em qualquer modalidade de enfrentamento por trauma direto.

Quais são os sintomas ?
Dor no olho atingido. Ele pode ficar vermelho e lacrimejante e a visão embaçada.

Como é diagnosticado ?
O médico examinará a superfície do olho e testará a visão. Ele poderá utilizar tinta contrastante para visualizar melhor o arranhão.
A mancha - que desaparecerá em poucos minutos - fará com que sua visão fique, temporariamente, amarelada.

Como é tratada ?
Se o oftalmologista perceber que existe algum corpo estranho dentro do olho do paciente, ele aplicará um anestésico para a retirada deste corpo estranho.
A córnea possui uma grande habilidade de cicatrização. O uso de antibiótico em gotas ou pomada acelera a cura.
O oftalmologista poderá colocar um tampão no olho do paciente e recomendar um exame de acompanhamento durante as 24 ou 48 horas seguintes.

Por quanto tempo durarão os efeitos ?
A maioria das abrasões da córnea se cura dentro de um ou dois dias. Uma vez recuperada a visão, o retorno ao esporte será permitido.

Como evitar a abrasão da córnea ?
A melhor maneira de evitar a abrasão da córnea causada por esportes ou atividades perigosas é usar óculos protetores ou escudos para os olhos que se acoplem a capacetes.

03 abril 2011

Depoimento de Elenita Cardozo

Tudo começou assim:
Sempre usei óculos mas nunca enxergava direito, mesmo com óculos. Até  que ao fazer exame de rotina, fui  diagnosticada com ceratocone. Isto ocorreu em 1997. Imediatamente diagnosticado, comecei a usar as lentes rígidas. No começo achei bem difícil, mas como eu já havia percebido que com as lentes eu enxergava muito melhor, fiz um esforço estupido para me acostumar. Usei as lentes durante +/- 12 anos.
Em 2008 comecei a perder muitas lentes... elas não paravam em meus olhos e como não enxergava sem elas, nunca conseguia achá-las, tendo que mandar fazer outras.
O meu sonho era colocar o anel de Ferrara, pois as lentes já estavam incomodando bastante, além das perdas seguidas... Eu já tinha ouvido falar do anel de Ferrara... passei por vários médicos aqui em SP, mas o custo era muito alto e eu não tinha condições de pagar. Até que descobri que em Sorocaba eles faziam o implante via SUS. Foi aí que comecei a ir lá.
A minha 1ª consulta foi para eles avaliarem se era caso de anel ou transplante....Eles avaliaram, e indicaram o anel e me passaram uma guia para eu fazer o teste do anel, pra ver se não haveria rejeição ou não.
Como era nov/2008 e pelo SUS, só consegui agendar este tal exame para mar/2009...enquanto isso, ia levando com as lentes...Mas nesta altura eu já estava tendo problemas no meu trabalho, devido ao fato de não estar enxergando direito.  Eu trocava muito os números...
Quando finalmente chegou março e fui a Sorocaba fazer o teste, o Ceratocone já tinha se agravado tanto que  já não era mais indicado o anel e sim o transplante das duas córnea. Como o transplante o convênio dava cobertura também, comecei a passar com o mesmo médico, pois pelo convênio seria tudo mais rápido (quanto às consultas e não quanto a fila do transplante, que é a mesma).
Nesta época eu já não conseguia usar as lentes e estava tendo dificuldade para me locomover, para subir e descer excadas, não enxergava buracos nas ruas, não enxergava as pessoas direito, ficou tudo muito branco, embassado.
Sendo assim, me afastei do trabalho em abr/09; fiquei no INSS até que voltasse a enxergar pelo menos para leitura... Fiz a 1ª cirurgia em julho/09
Correu tudo bem. Não senti absolutamente nada! Não senti nenhuma dor! Nenhuma complicação!
Voltei a trabalhar em  mai/10. Nesta época já estava enxergando para leitura, mas não tinha a profundidade das coisas ainda...precisava operar o outro para melhorar a visão como um todo.
Hoje tenho 80% da visão! Graças a Deus!
O 2º transplante fiz em 19/ago/2010, pois tem que ter um intervalo de 1 ano entre uma cirurgia e outra; para esta cirurgia fiquei somente 15 dias afastada do meu trabalho, pois eu já enxergava, por causa do outro olho...Como no outro transplante, não senti absolutamente nada neste também; Só a recuperação que está mais lenta que do outro olho.
Já quase 7 meses após a cirurgia, e não enxergo nada ainda...
O médico disse que provavelmente para este olho não vou ter o mesmo resultado que o outro...mas que vai melhorar...não tanto quanto o outro, mas vai melhorar...
Quanto ao atendimento lá em Sorocaba, não tenho do que reclamar....excelente o atendimento de todos! Eles estão de parabéns! Merecem o título de hospital referência da América Latina;
E é isso aí pessoal...Qualquer coisa a mais que queiram saber, é só perguntar!
 
Abraços à todos e boa sorte!
 

Elenita Cardozo


30 março 2011

Nem todos enxergam 3D


As imagens tridimensionais que são transmitidas pelos televisores e nos cinemas funcionam da seguinte maneira: há duas imagens (porisso a tela fica embaçada quando nao usamos o óculos), um imagem no qual a lente do seu olho direito faz você enxergar uma imagem, e a outra lente do lado esquerdo faz você enxergar uma outra imagem, ambas são processadas pelo seu cérebro onde ocorre a fusão binocular, se juntam e criam a sensação de profundidade.
Mas o que algumas pessoas não sabem é que não é todo mundo que consegue fazer essa fusão binocular, ou seja, as imagens não chegam de maneira correta ao cérebro.
Agora, vamos entender melhor o que é a visão binocular: A visão binocular é, o nome dado à visão somada dos dois olhos. Há uma série de vantagens geradas por este tipo de visão. Pessoas com problemas sérios em um dos olhos, por exemplo, podem continuar enxergando, pois se um dos olhos estiver em condições, o outro passa a ser menos requisitado.
Isto acontece com frequência em pacientes que apresentam a ambliopia (sim, a doença do “olho preguiçoso”). Este tipo de paciente costuma possuir um dos olhos em condições aceitáveis para a visão, mas o outro funciona apenas como acessório. Geralmente pessoas que tem esse problema de “não-visão” binocular perdem, várias vezes no dia a noção de profundidade. Agora pense, tudo que fazemos o dia inteiro depende dessa tal visão, então imagine-se sem noção de profundidade nenhuma, você não iria saber diferenciar um objeto que está a 5 metros de um que está à apenas 2 metros, sairiamos tropeçando pelas calçadas e batendo em todos os obstáculos possiveis!

Tudo bem, mas quem realmente não enxerga o 3D?
Como ja citamos, quando os olhos não estão totalmente alinhados, deixa a fusão de imagens debilitada e perde-se a noção de tridimensionalidade, resumindo, a grande maioria dos pacientes com estrabismo moderado ou grave não pode enxergar as três dimensões.
Mesmo as pessoas que passam por cirurgias para corrigir os olhos, a fusão binocular não funcionará, pois a cirurgia muda a estética, a imagem captada pelos olhos continua sendo a mesma.

Eu tenho o problema, isso significa então que os óculos não me ajudam em nada?
Errado, pois mesmo que você tenha o problema os óculos te ajudam a não ver as imagens duplicadas, as duas lentes dos óculos 3D fazem a junção da imagem no seu cérebro, mas a estereopsia não age com total eficiência, por isso a profundidade é menos percebida. Mas não se preocupe você não está sozinho, boa parcela da população mundial tem problemas ao tentar enxergar o 3D.


Leia mais: http://www.infomaniaco.com.br/curiosidades/porque-algumas-pessoas-nao-enxergam-em-3d/#ixzz1I6DS1NTe

20 março 2011

QUAL É A REAL FINALIDADE DE UM TRANSPLANTE ?

Durante muito tempo, após muitas “conversas” na Comunidade de Transplante existente no Orkut e com pessoas que fazem os retornos de consultas em Sorocaba, me deparo com o seguinte questionamento.

Qual a real finalidade de um transplante ?

Nesses anos todos de consultas, cirurgias e... mais consultas, sempre ficou claro para mim que a resposta a essa pergunta era: Extirpar a doença ou o que se fez chegar até a fila de transplante (acidentes, etc...).

Sempre me foi explicado que para se chegar a uma visão com uma boa acuidade visual, era necessário todo um processo, retirar e colocar uma nova córnea não era o suficiente.

Esse caminho, além do transplante, exige disciplina. A disciplina engloba tudo o que é passado após a cirurgia, tudo o que é conversado entre o Oftalmologista e o paciente. Repouso absoluto, não abaixar demasiadamente a cabeça, evitar subir e descer escadas constantemente, não dormir do lado em que se foi feito a cirurgia, não esfregar o olho operado, não deixar de lubrificar a córnea com o colírio, evitar pegar em peso ou praticar atividade física que comprometa os pontos, seguir corretamente os horários estabelecidos para a medicação, etc... fora alguns percalços que podem acontecer, como pontos frouxos ou estourados, conjuntivites e doenças que não foram diagnosticadas antes do TX.

Então não adianta a pressa por querer ter a visão com 100% de acuidade visual em menos de 3 meses, a recuperação de um transplante de córnea é um processo lento e progressivo, tem que se ter muita paciência para chegar a um resultado “satisfatório” e no meio disso, não desista caso apareça um obstáculo a sua frente.

E não podemos esquecer que o apoio de familiares e amigos nessa hora é de extrema importância.

Lenilson Costa

27 fevereiro 2011

Transplante: Felicidades e percalços - Parte Final

Sorocaba, 19/02/2011... depois da jornada no Hospital Publico de SP, praticamente sem solução para meu caso, vim ao Hospital Oftalmológico de Sorocaba.
Viagem confortável de ônibus até o interior, 2 Minutos para fazer o cadastro na recepção e apenas 20 esperando ser atendido (5 pessoas a minha frente), quanta diferença.
No atendimento feito pelo Oftalmo, aquilo que já havia sido constatado, ponta de um ponto que não tem como ser retirado no momento e a confirmação que se fosse mexer para retirar, iria machucar ainda mais a córnea.
A solução encontrada foi a colocação de uma Lente Terapêutica, muito semelhante a uma gelatinosa, mas que na córnea parece mais com um adesivo incolor.
A lente não causa incomodo, pelo contrário, diminuiu drasticamente o incomodo do ponto estourado e a fotofobia, sem contar que com ela ainda posso pingar naturalmente os colírios indicados.
Ótimo atendimento, rapidez e a dor... de 0 a 10 ficou em 0.
Depois de 20 dias de uso terei que retira-la, ai sim veremos o que poderá ser feito com essa ponta.

Aqui descrevi os percalços... mas a felicidade, esta nas pessoas que me cercam. Sem elas acho que não suportaria boa parte disso.

Agradeço aqui quem me acompanhou durante esses dias no Blog, e agradeço ainda mais aqueles que torcem por minha recuperação.

25 fevereiro 2011

Transplante: Felicidades e percalços - Parte 3

Terça (15/02) novo retorno ao Hospital publico, e mais 3 horas de espera.
Dessa vez até que valeu a pena, a Dra. era simplesmente linda e resolveu meu caso em partes.
O problema era a ponta de um ponto que não poderia ser retirado, e essa ponta estava machucando bruscamente a córnea, se tivesse que mexer para tentar retirar iria machucar o dobro.
Para aliviar o incomodo o procedimento feito por ela foi: Limpar o local com algodão para tirar a secreção, e fazer uma "raspagem" com agulha de insulina.
De 0 a 10 a dor ficou em 7, mesmo assim precisaria ainda resolver isso... o jeito seria ir até o Hospital Oftalmológico de Sorocaba, minha linda Sorocaba...

Continua

23 fevereiro 2011

Transplante: Felicidades e percalços - Parte 2

Desde o inicio dessa jornada pós-operatório, com o que mais tenho sofrido são os pontos.
Depois de 1 ano e meio de TX no OD, começaram a estourar pontos, o primeiro deles em pleno dia de Natal.
O maior problema de um ponto estourado fora a dor é uma possível rejeição, retirar e cuidar do local afetado a tempo é essencial para uma recuperação rápida.
Nos dias 12 e 13 de Fevereiro de 2011(sábado e domingo respectivamente) senti muita dor, olho lacrimejando e bastante vermelho.
Na segunda pela manhã (14/02) já corri para o Hospital, aonde passei mais de 5 horas em espera (Hospital Publico em SP e no Brasil é assim, infelizmente).
Mais 2 pontos retirados, mais uma queda na qualidade da visão e consequentemente um pouco de tristeza em relação a tudo isso.
A primeira coisa que me passou pela cabeça foi: "Vou ter que passar por tudo isso novamente ? A mesma angustia do meu primeiro transplante !!!"...

Continua.

21 fevereiro 2011

Transplante: Felicidades e percalços - Parte 1

Olá, meu nome é Lenilson Costa e estarei aqui “escrevendo” sobre os dois lados de uma recuperação de transplante de córnea, a felicidade e os percalços nessa caminhada.
Agradeço antes de qualquer coisa o espaço disponibilizado por minha amiga Alice, pessoa essa que só tenho a agradecer.
Começarei com textos curtos sobre a semana de 12 a 19 de Fevereiro de 2011, aonde surgiram problemas com a córnea do OD após 1 ano e meio de transplante.
Espero que isso os ajude, assim como escrever esses breves relatos tem me ajudado.

Para me conhecerem melhor existe no blog um depoimento que dei após meu primeiro TX, realizado em 20/04/2007 na Cidade de Sorocaba.

http://novacornea.blogspot.com/search?updated-max=2008-06-28T10:02:00-03:00&max-results=50

25 agosto 2010

25 julho 2010

Ministério da Saúde credencia Banco de Olhos e transplante de córnea volta a funcionar em MT

Redação 24horasnews
O Ministério da Saúde (MS) editou a Portaria número 355, de 14 de julho de 2010, autorizando Mato Grosso a retomar o serviço de transplantes de córnea. A partir de agora as captações de doações de córnea serão realizadas pelo Banco de Olhos de Mato Grosso, uma vez que a Portaria, no seu Artigo 1º, renovou a autorização para funcionamento, no Hospital de Olhos de Cuiabá.
O secretário de Estado de Saúde, Augusto Amaral, disse que “uma das ações previstas no PAS da Saúde é a reorganização e retomada dos serviços de transplantes em Mato Grosso com perspectiva de implementação de serviços. Para tanto o Estado, junto com o Ministério da Saúde, vem buscando os credenciamentos e a regularização dos mesmos visto que é intenção do Estado dar à Central Estadual de Transplantes dinâmica, estrutura, e busca de Unidades de Saúde parceiras e equipes especializadas a fim de alavancar os serviços de transplantes em Mato Grosso. O primeiro passo está sendo dado com o transplante de córnea, na reabertura do serviço. Em breve estaremos abrindo outras frentes”.
Dentro da dinâmica do PAS da Saúde o Estado também está retomando a organização dos demais serviços da Central de Transplantes (CT), da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), trabalhando junto ao MS na regularização dos transplantes de rins, enxerto ósseo e medula óssea.
A coordenadora da Central de Transplantes, Fátima Melo, alertou que nenhum paciente de Mato Grosso ficará sem atendimento em suas necessidades de transplantes de qualquer ordem.
“Até que todos os outros serviços de transplantes (rins, enxerto ósseo e medula óssea), que estão em fase de conclusão do recredenciamento junto ao MS, sejam autorizados a retornar suas atividades, os pacientes que necessitarem desses transplantes serão encaminhados para Tratamento Fora de Domicílio (TFD), sistema onde contam com transporte e encaminhamento a unidades de saúde fora do Estado para o necessário atendimento”, explicou Fátima Melo.
CÓRNEAS/FLUXO – Fátima Melo informou que em Mato Grosso existe um Cadastro Técnico Único de Córneas com 344 pessoas inscritas para o recebimento de doações. Assim que a córnea é captada, avaliada e processada, o Banco de Olhos de Mato Grosso, disponibiliza a mesma para o paciente rankeado pelo sistema de transplantes, explicando ela que a Central identifica então, no Cadastro Técnico Único de Córneas, qual é o paciente que irá receber o transplante (obedecendo a fila) , informa à Equipe Transplantadora responsável pelo paciente da disponibilização da córnea. Essa equipe então, agenda a data e hora do transplante e comunica a central para que a mesma entre em contato com o paciente.
Fátima Melo ressaltou que esse processo precisa ser rápido já que as córneas têm prazo de validade de 14 dias em meio de preservação. Após esse prazo perdem a qualidade e precisa ser descartadas.
SÉRIE HISTÓRICA – Uma série histórica dos transplantes de Córneas no Estado mostra que o serviço vem avançando gradativamente desde o ano de 2006, quando esse tipo de transplantes foi implementado em Mato Grosso.
Em 2006 foram realizados 48 transplantes no Estado. Em 2007 esse número saltou para 154 transplantes, aumentando para 162 em 2008. De janeiro a junho de 2009 foram realizados 117 transplantes de Córneas em Mato Grosso. E em 2010 já foram feitos 10 transplantes até a presente data.

02 julho 2010

Algumas respostas importantes sobre Doenças da Córnea

Qual a diferença entre o transplante convencional e o transplante com laser?
No transplante realizado com laser, os limites da incisão corneana são mais precisos e mais regulares , o que pode proporcionar um numero menor de pontos e uma recuperação de acuidade visual mais rápida. 
Aparelho Intralase
  

Qual o custo do transplante com laser?
Quando utilizamos o laser ocorre um aumento de aproximadamente 40% no custo da cirurgia.
 

Qual o tipo de anestesia no transplante de córnea?
Atualmente temos utilizado preferencialmente a anestesia local. Em situações especiais pode ser utilizado anestesia geral.

Quantos pontos são dados em um transplante de córnea?
A técnica mais utilizada atualmente para o transplante penetrante de córnea é realizada com 16 pontos separados. É difícil a visibilização dos pontos a olho nu.

Quando e como se retira os pontos?
Os pontos são retirados após 3 meses de cirurgia e não são retirados todos de uma só vez, isto é realizado por etapas de acordo com o astigmatismo induzido e avaliado através de topografia corneana computadorizada.  Em crianças a retirada de pontos é mais precoce.

Qual a porcentagem de sucesso de um transplante de córnea?
O transplante de córnea apresenta alta porcentagem de sucesso. Normalmente varia entre 80 e 90% de sucesso em situações não complicadas (de acordo com estatísticas mundiais). Em casos complicados, a taxa de sucesso pode diminuir conforme a complexidade e da patologia ocular.

Quais os riscos de um transplante de córnea?
Os principais riscos de um transplante de córnea são falência primária e rejeição.

O que é falência primária?
Na falência primária, a córnea doada não apresenta bom funcionamento. Isto é percebido no primeiro mês pós-cirurgia. Neste caso, deve ser feita outra cirurgia.
   
Quais são os sinais e sintomas de rejeição?
Na rejeição a córnea apresenta bom funcionamento inicial e, algum período após, o paciente pode apresentar diminuição da visão e vermelhidão ocular. É importante o diagnóstico e o tratamento precoce para a recuperação.

Até quando o transplante de córnea pode apresentar rejeição?
O período crítico para rejeição é no primeiro ano. Porém, o paciente pode apresentar rejeição até quando viver. Grande parte das rejeicões podem ser tratadas com sucesso se forem diagnosticadas no início. Existe a possibilidade de se realizar outro transplante após a rejeição.

Qual o regime pós-operatório?
O paciente deverá usar colírios de corticóide e antibiótico. Em casos especiais pode ser necessário anti-hipertensivo ocular e medicação oral. Deve-se evitar esforço físico no período de cicatrização e dormir do lado contralateral ao olho operado.

Como se avalia córneas doadoras?
As córneas recebidas como doação passam por um processo de avaliação quanto à sua condição óptica, sendo utilizadas somente córneas que apresentem boa perspectiva para o sucesso do transplante. Mesmo assim, em alguns casos a córnea doada pode não funcionar adequadamente. São também realizados exames sorológicos nos doadores para descartar possíveis patologias infecciosas.

O que se pode esperar de um transplante de córnea?
Geralmente os resultados visuais após transplante de córnea são muito satisfatórios. A visão do paciente depende também da integridade de outras estruturas oculares. Após o transplante, pode levar meses para a visão atingir seu potencial, porém após algumas semanas o paciente já poderá  perceber melhora.

Como se inscrever para a fila de transplante de córnea?
O paciente deve ser submetido à uma avaliação oftalmológica completa. Diagnosticado patologia corneana que necessite de transplante e descartada outras possibilidades terapêuticas, o paciente é inscrito. O tempo entre a inscrição e a cirurgia é em média de 3 a 4 meses. 
  
Quanto tempo demora após a inscrição para o transplante ser realizado?
Depende do local onde se faz a inscrição. Pode levar de 1 mês a anos. O período pode ser reduzido em situações de prioridade que são pré-estabelecidas pela central de transplantes.

Quais os requisitos para o médico oftalmologista realizar transplante de córnea?
O médico oftalmologista deve ter especialização documentada em transplantes, ser cadastrado no Sistema Nacional de Transplantes e na Central de Transplantes para qual pertence. Isto garante que a fila será respeitada e assegura o paciente que seu médico é competente para indicar de forma precisa, realizar e acompanhar pós-cirurgia.

Todos os hospitais podem realizar transplante de córnea?
Os hospitais, assim como os médicos, devem ser cadastrados no Sistema Nacional de Transplantes e na Central de Transplantes para qual pertence.

Quanto tempo o paciente tem para chegar ao hospital após o comunicado de que sua cirurgia marcada?
Normalmente um intervalo de 2 a 3 dias entre o comunicado e a data da cirurgia. Assim o paciente tem um período adequado para chegar com tranquilidade ao hospital.

O que é o ceratocone?
O ceratocone é uma patologia na qual há um afinamento localizado da córnea, provocando uma fragilidade e uma protusão localizada. A córnea toma a forma cônica. Isto provoca alterações na curvatura corneana e distorsões na imagem.

Olho normal
Ceratocone

Qual a idade em que se manifesta o ceratocone?
Normalmente, o ceratocone se manifesta entre os 10 e 20 anos de idade. Porém, em alguns casos, pode se manifestar mais cedo ou mais tarde.

O ceratocone é progressivo?
O ceratocone pode ou não progredir, não existe um padrão definido de evolução. O importante é sempre manter consultas regulares com o oftalmologista.

Qual a origem  do ceratocone?
Não há até o momento uma etiologia elucidada sobre o ceratocone. Sabe-se que existem casos relacionados à alergia ocular e também casos familiares esporádicos. O ceratocone não é hereditário por regra.

O ceratocone pode voltar após o transplante de córnea?
Geralmente não há recorrência do ceratocone após o transplante. Existem casos relatados de pacientes que desenvolveram ceratocone após o transplante. Porém não se sabe se o paciente desenvolveu ceratocone na córnea doada ou a córnea doadora é que tinha predisposição para desenvolver ceratocone.

Quando está indicado o transplante de córnea no ceratocone?
O transplante de córnea é realizado no ceratocone quando  o paciente não apresenta visão satisfatória com óculos e/ou lentes de contato ou apresente intolerância ao uso de lentes de contato.

Quais os avanços atuais no transplante de córnea para ceratocone ?
Atualmente temos usado o laser de femtosecond para a realizacao de transplantes no ceratocone . Esta técnica permite uma recuperação mais rápida e menor numero de pontos.


Todos os casos de ceratocone necessitam de transplante de córnea?
Não. Alguns casos podem ser corrigidos por óculos ou lentes de contato. Outra possibilidade é o implante do anel de Ferrara.

O que é anel de Ferrara?
O anel de Ferrara  é  formado por 2 pequenas  pecas de 180 graus  (material acrílico )  que é implantado no estroma corneano (parte media da córnea). O anel de Ferrara foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina como procedimento terapêutico para ceratocone através da resolução 1762/05 de janeiro de 2005.
 

Como funciona o anel de Ferrara?
O anel de Ferrara  “regulariza” a superfície corneana que está com a forma cônica no ceratocone. Na maioria das vezes ocorre uma melhora da visão mesmo sem o auxilio de óculos. Pode ser necessário o uso de óculos e/ou lentes de contato após o implante de anel de Ferrara.

Quais os avanços na cirurgia de anel de ferrara ?
Atualmente tem se usado o laser de femtosecond para o implante do anel de ferrara .
 

Quais as vantagens de se utilizar o laser para o implante do anel ?
Com o uso do laser , o implante do anel é mais preciso , o que proporciona um melhor resultado .


Quais os custos da utilização do laser para o implante do anel de ferrara ?
Para utilização do laser no implante do anel , o custo da cirurgia é em média 40% maior em relação ao implante convencional .
 

O anel de Ferrara esta indicado em todos os tipos de ceratocone?
Grande parte dos pacientes com ceratocone podem se beneficiar com o anel de Ferrara, porem é importante uma avaliação para se verificar a possibilidade e a segurança do implante e também as chances de sucesso de cada caso.

Qual a probabilidade de sucesso cirúrgico?
O sucesso cirúrgico dos implantes tem sido muito satisfatório. Porem é importante ressaltar que é imprescindível uma avaliação pré operatória minuciosa para se detectar os casos em que o implante não esta indicado.

Quais os riscos do implante de Anel de Ferrara?
A complicação mais freqüente do implante de Anel de Ferrara é a extrusão espontânea do mesmo. Isso ocorre em 10 a 20%  dos casos. Não é rejeição. A extrusão depende da espessura corneana do paciente e da profundidade em que o anel foi implantado. Porém mesmo em casos em que a técnica cirúrgica foi precisa, pode ocorrer extrusão do anel .

O que acontece com o olho apos a extrusão do anel de Ferrara?
O olho volta ser como era antes do implante do anel. Esta é uma vantagem do procedimento, ser reversível. É possível um novo implante ou em alguns casos o transplante de cornea torna se necessário.

Aonde esta disponível a técnica cirúrgica?
A cirurgia é realizada  em vários centros brasileiros. 

O que é ceratopatia bolhosa do pseudofácico?
A ceratopatia bolhosa ocorre geralmente após  cirurgia de catarata ou outras cirurgias oculares. Normalmente, a córnea já apresenta fragilidade antes da cirurgia de catarata. A córnea torna-se edemaciada impossibilitando boa visão.

Quando o paciente desenvolve ceratopatia bolhosa?
A ceratopatia bolhosa pode se desenvolver imediatamente após a cirurgia ou levar algum tempo. A córnea toma aspecto branco azulado.

O que é distrofia de Fuchs?
A distrofia de Fuchs é uma patologia na qual há uma fragilidade corneana, pode ocorrer edema de córnea sem cirurgias prévias.

O transplante de córnea é uma possibilidade terapêutica neste caso?
Para restabelecer a visão, o transplante de córnea é o único meio para a ceratopatia bolhosa. Existem outras possibilidades terapêuticas, porém estas somente propiciam alívio sem melhora visual  e estão indicadas quando o paciente sente dor e está aguardando transplante de córnea.

O que é leucoma corneano?
Leucoma é uma opacidade corneana. A córnea toma aspecto branco em toda sua extensão ou em parte.

Como se desenvolve leucoma corneano?
O leucoma pode ser congênito ou se desenvolver após doenças infecciosas (principalmente herpes ocular) ou traumas.

Como o leucoma corneano prejudica a visão?
O leucoma é uma opacidade que pode se localizar centralmente e também  provocar alterações na curvatura corneana, diminuindo a visão.

O herpes pode recorrer na córnea após o transplante de córnea?
Sim, o herpes se localiza no gânglio nervoso e pode recorrer na córnea transplantada podendo determinar a perda do transplante.

Existem cuidados especiais no transplante por leucoma pós-herpes?
O paciente deve tomar medicação (aciclovir oral ou similares) por pelo menos 6 meses após o procedimento cirúrgico.



30 junho 2010

Emails recebidos

Tenho recebido emails de toda parte do Brasil. Tento responder na medida do possível. Lembro a todos que enviam emails pelo hotmail, olharem no Lixo Eletrônico. Muitas vezes o hotmail encaminha emails desconhecidos para lá.

02 maio 2010

Depoimento de Adrianne

Minha nova vida! Estou sumida por um bom motivo

Queridos amigos !!
Estou meio ausente da net porque a vida anda muito corrida.
Depois dos 2 tx tudo mudou pra muito melhor!
Neste momento estou começando a realizar um sonho de muito tempo: cursar uma faculdade. Isto só foi possivel porque graças a Deus, a doadores e a eficientissima equipe do BOS (especialmente a Dra. Ariane que me operou) eu hoje estou em condições de estudar novamente.
Como minha situação era complicada demais, visto que a córnea do OD estava muito ruim, um cone enorme, a visão após o tx ficou em 90/95%, mas vou fazer uma cirurgia refrativa agora dia 28 pra chegar aos 100%.
Vai ser a laser e estou super calma e confiante que mais uma vez terei sucesso na cirurgia.
Muita gente me procura no meu Orkut e fico muito feliz sempre em responder e fiquem a vontade pra visitar, ver as fotos e fazer perguntas.
Só tenham um pouco de paciência se eu demorar mais de um dia pra responder, pois depois de muitos anos fora da escola estou perdida e sem tempo total.
Continuo no mesmo esquema: quando não sei sobre algo que vocês querem saber pergunto a minha médica. Até nisso ela é maravilhosa!
Bom, agradeço a Like pelo espaço aqui do blog e da comunidade que é demais importante para quem levou o susto de ter que fazer o transplante. Agradeço também os membros da comunidade Transplante de Córnea que sempre foram atenciosissimos comigo.
Espero logo logo realizar um outro sonho que é ter minha CNH. Mas só de voltar a estudar já estou felizzzzz demais!
Beijos a todos e boa sorte pra nós

Com carinho

Adrianne

Adri, fico muito feliz pela tua total recuperação. Teu depoimento, com certeza, dará ânimo a muitos que aqui vem a procura de esperança.
É muito bom quando conseguimos diminuir a ansiedade e dúvidas quem precisa de um transplante, não?

14 abril 2010

Em recuperação...

Tenho alguns emails para responder e sei que o site está um pouco parado.
Isso aconteceu em função de uma cirurgia para retirada da vesícula que fiz e me encontro em recuperação.

Logo estarei de volta!

10 março 2010

Contato com o Dr. Francisco Figueiredo

Tenho recebido inúmeros emails querendo um contato com o dr. Francisco Figueiredo. O que sei dele é o que está na reportagem do JN.
Tenho apenas (conseguido via internet) o telefone da Universidade:
Newcastle University, NE1 7RU, United Kingdom, Telephone: (0191) 222 6000
From outside the UK dial +44 191 222 6000

Encontrei também este contato:

International Office
Marketing and Communications Directorate
Newcastle University
King's Gate
Newcastle upon Tyne
NE1 7RU
United Kingdom

Telephone: +44 (0) 191 222 6856
Fax: +44 (0) 191 222 8667
Enquiries Web Form:
http://www.ncl.ac.uk/forms/enquiries/

If you have any difficulties accessing the above web form please email us at:international.office@ncl.ac.uk


Tentarei saber mais a respeito o mais breve possível.

05 março 2010

Brasileiro desenvolve técnica para curar lesões na córnea

Cientistas de uma universidade inglesa desenvolveram uma técnica para curar lesões na córnea. E o correspondente Marcos Losekann mostra que um brasileiro está no comando da pesquisa.
Um senhor de 75 anos era praticamente cego até seis meses atrás. Não conseguia ler, dirigir, nem sequer podia sair de casa sozinho. Hoje em dia, Roger Gibbons leva uma vida normal.
“Feri meu olho direito com cimento”, conta Roger, que é construtor aposentado. “Passei a forçar a visão do olho esquerdo e também quase o perdi. Graças à medicina, sou um novo homem”.
Do olho menos comprometido, os cientistas retiraram células-tronco. Elas foram espalhadas sobre um pequeno pedaço de membrana aminiótica, um tecido retirado da placenta de mulheres que acabaram de dar à luz.
As células-tronco se desenvolveram, e o novo tecido foi implantado em cima da córnea danificada. E Roger voltou a enxergar. Outras 12 pessoas com problema semelhante também foram operadas e recuperaram a visão.
A técnica desenvolvida num laboratório de oftalmologia da universidade de Newcastle é revolucionária porque elimina totalmente o risco de rejeição, um dos piores problemas que podem ocorrer após o transplante de um órgão. Nesse caso não tem perigo porque os tecidos transplantados são produzidos artificialmente, com células-tronco do próprio paciente.
O chefe da equipe é o doutor Francisco Figueiredo, oftalmologista pernambucano que há 20 anos trabalha na Grã-Bretanha. Ele diz que o Brasil tem condições de aplicar a nova técnica.
“Para você crescer essas células em laboratório, você requer um laboratório especial. Então não necessariamente você vai ter esses laboratórios em todo lugar do Brasil, mas apenas em alguns grandes centros”.
O doutor Figueiredo acaba de receber apoio do Ministério da Saúde britânico para expandir as pesquisas. Outros 25 pacientes poderão ser operados nos próximos meses. Vão voltar a enxergar pelas mãos de um médico formado no Brasil.
“É uma alegria enorme de ter essa oportunidade de passar esse orgulho de ser brasileiro”.

Para ver o vídeo acesse: aqui